Navio afundado em 1652 na Inglaterra tinha garrafas de vinho ainda fechadas; vídeo

Um navio que afundou no ano de 1652 e havia sido redescoberto no fundo do mar em 2007 continha garrafas de vinho ainda intactas em seu interior. A descoberta foi feita por pesquisadores da Universidade de East Anglia, em Norfolk, na Inglaterra, que preparam todo o material retirado da embarcação para ser exibido em uma exposição a ser aberta no Norwich Castle Museum & Art Gallery, ainda sem data marcada.

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Transportando mais de 330 pessoas, incluindo James Stuart, então futuro rei da Inglaterra, o HMS Gloucester encalhou em um banco de areia no dia 6 de maio de 1682, deixando de 130 a 250 tripulantes e passageiros mortos após o acidente. Cerca de 340 anos mais tarde, o navio foi descoberto pelos irmãos Julian e Lincoln Barnwell, que demoraram a revelar a descoberta por conta do tempo necessário para confirmar a identidade do navio e para proteger a relíquia, então localizada em águas internacionais, de riscos externos.

“Devido às circunstâncias de seu naufrágio, esta pode ser reivindicada como a descoberta marítima histórica mais significativa desde a elevação do Mary Rose em 1982”, disse Claire Jowitt, professora de inglês e história da Universidade de East Anglia, no Reino Unido, e também co-curadora da exposição e autora de um estudo sobre o naufrágio. “A descoberta promete mudar fundamentalmente a compreensão da história social, marítima e política do século XVII.”

Artefatos já foram recolhidos e conservados do local, como roupas, sapatos, equipamentos de navegação e navais, e muitas garrafas de vinho – incluindo algumas que permanecem fechadas. Uma delas, inclusive, traz um selo de vidro com o brasão dos ancestrais de George Washington (primeiro presidente americano), a família Legge. O design desse brasão precedeu as estrelas e as listras presentes na bandeira dos Estados Unidos.

A Historic England, órgão público do governo britânico que supervisiona os locais históricos da Inglaterra, protegerá o naufrágio.

Segundo a BBC, os irmãos Julian e Lincoln Barnwell decidiram procurar o navio depois de se inspirarem em assistir ao resgate do naufrágio do Mary Rose (único sobrevivente entre os modelos Tudor do século XVI) na televisão quando ainda crianças. Além de historiadores, os irmãos também são mergulhadores licenciados e bolsistas honorários da Escola de História da Universidade de East Anglia.

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Junto ao falecido pai deles, Michael, e um amigo mergulhador e ex-submarinista da Marinha Real Britânica, eles encontraram o naufrágio após quatro anos de busca. O Gloucester foi partido na região da quilha (parte central da embarcação), com pedaços do casco ainda submersas na areia.

“Foi nossa quarta temporada de mergulho procurando por Gloucester. Estávamos começando a acreditar que não iríamos encontrá-lo, tínhamos mergulhado tanto e só encontramos areia. Na minha descida para o fundo do mar, a primeira coisa que vi foram grandes canhões deitados na areia branca, foi inspirador e muito bonito. Nós éramos as únicas pessoas no mundo naquele momento que sabiam onde estava o naufrágio”, disse Lincoln Barnwell.

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O sino do navio foi usado para identificar o Gloucester, que afundou ao longo da costa de Norfolk, local de muitos naufrágios nos séculos XVII e XVIII. O sino do navio, feito em 1681, foi recuperado. O Receiver of Wreck (funcionário da Marinha Britânica) e o Ministério da Defesa usaram o sino para identificar o naufrágio como o do Gloucester em 2012.

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