Navio brasileiro parte do Chile para inauguração de nova estação na Antártica

Elcio Braga, enviado especial
Navio brasileiro Almirante Maximiano no porto de Punta Arenas, no Sul do Chile

PUNTA ARENAS, Chile — O navio polar brasileiro Almirante Maximiano parte nesta segunda-feira com parte da comitiva que participará da inauguração da nova Estação Comandante Ferraz, na Antártica, quase oito anos após o incêndio que destruiu boa parte da instalação. São esperados para a cerimônia, marcada para o dia 14, o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, e o ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes. O presidente Jair Bolsonaro desistiu da viagem.

O navio deixará o Porto de Punta Arenas, no extremo sul do Chile, às 16h. Seguirão na embarcação militares, funcionários e jornalistas de vários órgãos de imprensa que cobrirão a solenidade. Até a base brasileira, na Baía do Almirantado, na Ilha Rei George, são mais de 600 quilômetros na Passagem de Drake. A previsão de chegada na estação é a próxima sexta-feira.

A Estação Comandante Ferraz pegou fogo em 25 de fevereiro de 2012, após acidente na operação de transferência de óleo diesel para tambores, próximo ao gerador. Dois militares morreram e outro ficou ferido na ocasião. Aproximadamente 70% da estação, incluindo alguns laboratórios de pesquisas, foram destruídos.

A nova estação, construída por uma empresa chinesa, custou US$ 99,6 milhões de dólares — mais de R$ 400 milhões, na cotação atual. A previsão inicial era de R$ 110 milhões, segundo o projeto executivo da Marinha divulgado em 2013.

Em uma área de 4.500 metros quadrados, as novas instalações contam com 17 laboratórios, 12 a mais que a antiga. É possível acomodar até 64 pessoas, entre pesquisadores e militares.