Navio com guineenses refugiados que chegou em porto de São João da Barra é liberado e segue viagem para a Argélia

João Pedro Fragoso*
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RIO — Os quatro guineenses que embarcaram de forma clandestina no navio de carga que saiu do porto de Conakri, na República da Guiné e atracou no Porto do Açu, em São João da Barra, no Rio, na última sexta-feira (12), já seguiram viagem junto da embarcação para Oran, na Argélia.

Depois que os homens foram encontrados em fiscalização feita pelo Estado do Porto (Port State Control), que inspeciona as embarções de bandeiras estrangeiras que chegam ao país, a embarcação solicitou autorização da Marinha para ir para a Argélia. Foram dois dias de espera aguardando a autorização da Anvisa, que checava se havia casos de Covid-19 a bordo, até que, nesta segunda-feira, por volta das 13h, o navio foi liberado.

O caso

De acordo com o Comando do 1º Distrito Naval, a embarcação, Gold Cahtrine, de origem asiática, atracou no Porto do Açu na manhã de sexta-feira, e passou por uma inspeção de controle pelo Estado do Porto (Port State Control), que fiscaliza as embarcações de bandeiras estrangeiras que chegam ao pais, e checam os requisitos legais de segurança da navegação, salvaguarda da vida humana no mar e prevenção da poluição hidrica que possa vir desses barcos.

A marinha também informou que um inquérito administrativo foi instaurado para apurar as causas, circunstâncias e responsabilidades pela entrada dos clandestinos no navio, no porto de origem.

Concluído o inquérito e cumpridas as formalidades legais, o mesmo será encaminhado ao Tribunal Marítimo, que fará a devida distribuição e autuação, dando vista à Procuradoria Especial da Marinha, para que adote as medidas cabíveis.

Procurada, a Polícia Federal, que passou a ser a responsável pelo caso após fiscalização da Marinha, não respondeu a reportagem até o momento de publicação.

*Estagiário sob supervisão de Vera Araújo