Navio da Costa Cruzeiros está à deriva no Índico após incêndio

Roma, 27 fev (EFE).- O navio "Costa Allegra", da companhia Costa Cruzeiros, se encontra à deriva a mais de 200 milhas ao sudoeste das ilhas Seychelles, no Oceano Índico, após ter declarado um incêndio na popa, na sala de geradores elétricos.

Segundo comunicado da companhia, o incêndio, que não se estendeu a nenhuma outra região do navio, foi declarado por volta das 6h39 no horário de Brasília, e foi imediatamente extinto.

"Os procedimentos e o sistema anti-incêndios foram ativados e as equipes especiais anti-incêndios a bordo intervieram", afirma a Costa Cruzeiros em comunicado divulgado na Itália.

"Como medida de precaução, foi disparado o alarme de emergência geral a bordo. Todos os passageiros e os membros da tripulação que não trabalhavam na gestão da emergência se dirigiram ao ponto de encontro com as dotações de segurança necessárias", prossegue.

A companhia explica que atualmente está verificando o estado da sala de máquinas para saber se pode voltar a pôr em movimento os instrumentos necessários para "reativar a funcionalidade da nave", desde que foi lançado o "sinal de socorro".

Rebocadores e outros meios estão se dirigindo ao local para oferecer apoio ao navio no qual viajam 636 passageiros de distintas nacionalidades e 413 tripulantes, que partiu no sábado do norte de Madagascar e se dirigia ao porto de Victoria, nas Seychelles, onde pretendia chegar nesta terça-feira.

Segundo informa em comunicado a Guarda Litorânea italiana, que acompanha o desenvolvimento do caso, o cruzeiro, com oito pontes e 399 camarotes, se encontra sem propulsão, mas com meios que funcionam.

As mesmas fontes explicam que todos os ocupantes do "Costa Allegra" se encontram em "bom estado de saúde" e acrescentam que já foi dado o aviso às autoridades das Seychelles, de onde partiu uma lancha motora, um avião e dois rebocadores.

Este fato acontece um mês e meio depois do naufrágio do "Costa Concordia", também propriedade da Costa Cruzeiros, que aconteceu em frente à ilha italiana de Giglio e deixou um balanço de 25 mortos e 7 desaparecidos. EFE