Argentinos protestam contra aumento das tarifas de serviços públicos

Buenos Aires, 19 abr (EFE).- Organizações sociais, sindicais e políticas argentinas realizaram na quarta-feira um protesto na capital e em todas as províncias do país contra o aumento dos preços das tarifas de serviços públicos por parte do governo de Mauricio Macri.

Panelas e assobios foram ouvidos durante a tarde em diferentes pontos do país e o líder nacional do Partido Obrero, Néstor Pitrola, um dos que se juntaram ao protesto, ressaltou em declarações à Agência Efe, que no país está se desenvolvendo uma situação "explosiva".

Pitrola afirmou que o protesto é a consequência de "como o povo está vivendo esta depressão das tarifas do governo".

Segundo o líder do partido, o aumento dos preços das tarifas "atinge enormemente" a população, e na inflação que vive o país, existem, além disso, motivações como o "preço desregulado" dos combustíveis e a "desvalorização monetária no final do ano".

Lugares como Escobar, Lujan, Olivos - em frente a vila onde reside Macri - e Munro, todos na província de Buenos Aires, assim como Rosario, Santa Fé e Córdoba, foram alguns dos principais focos do protesto.

Na cidade de Buenos Aires, bairros como Villa Crespo e La Boca também registraram concentrações.

O Obelisco não foi o local mais movimentado, porém, até lá cerca de 100 pessoas se concentraram para expressar seu mal-estar com as decisões do governo.

Em março, as autoridades anunciaram que as tarifas de gás natural, que já se tinham aumentado 45% em dezembro, subiriam até 40%.

Os pedágios em estradas urbanas subiram nesse mesmo mês 13,4% e as passagens de trens e ônibus urbanos, que já tinham sofrido um aumento em fevereiro, subirão cerca de 12% no próximo domingo.

A cada poucos meses, o governo efetua recomposições tarifárias gradativas que colocam em risco a meta da inflação anual, que o governo estabeleceu em 15% para 2018 depois de recalibrar sua previsão inicial de 10%. EFE