NBA: Bulls vivem temporada mágica e sonham em voltar à final após era Jordan

·3 min de leitura

A última década da NBA teve boa parte de suas temporadas com atenções divididas entre as equipes em que LeBron James atuou (Miami Heat e Cleveland Cavaliers) e o Golden State Warriors de Stephen Curry e companhia. Mas uma franquia específica não sai do imaginário dos torcedores dos Estados Unidos e até do Brasil: o Chicago Bulls. Há mais de dez anos sem sequer chegar a uma final de conferência, a equipe se remontou e lidera a temporada no Leste, voltando a mexer com os ânimos de uma torcida adormecida.

O grande protagonista até aqui é o ala-armador DeMar DeRozan, de 32 anos. Trocado para os Bulls pelo San Antonio Spurs, onde atuou como estrela solitária de um time jovem e em transição, o experiente all-star encontrou um ambiente perfeito no projeto de Chicago para recuperar o melhor de seu basquete. Com médias de 26,2 pontos, 4,8 assistências e 5,2 rebotes por partida, o camisa 11 comanda uma equipe que tem como destaques o pivô Nikola Vucevic, os armadores Lonzo Ball e Alex Caruso e o ala-armador Zach LaVine — que por anos viveu o mesmo cenário de estrela solitária nos Bulls.

A espinha dorsal, montada entre a metade e o fim da temporada anterior, demorou a se ajustar, mas engrenou com um grande jogo coletivo e uma consistência que surpreendeu até o mais otimista dos fãs. Até o fechamento desta edição, eram 27 vitórias em 38 jogos (na madrugada de hoje, enfrentaram o Brooklyn Nets).

Os Bulls emplacaram uma sequência de nove vitórias, encerrada no último domingo, que rendeu ao técnico Billy Donovan o prêmio de melhor do mês e a DeRozan, que decidiu duas partidas seguidas no último lance contra Indiana Pacers e Washington Wizards, dois prêmios de melhor jogador da semana.

— Quando você toca piano por bastante tempo, vai ficar melhor nisso. Entenderá mais sobre as teclas, as notas. É como eu vejo meu jogo, como eu gosto de abordá-lo. É algo que aprendi com Kobe (Bryant) — explicou o camisa 11 em entrevista recente à ESPN.

Os seis títulos da NBA conquistados pelos Bulls vieram na “era Jordan”, de 1991 a 1993 e de 1996 a 1998 — ano da última conquista. A seca de 24 anos não foi aplacada nem mesmo com um título de conferência.

Fenômeno de vendas

Em 2011, em meio ao estouro do fenômeno Derrick Rose — que seria MVP daquela temporada —, a franquia foi à final do Leste, mas caiu frente ao Miami Heat de LeBron e Dwyane Wade, vice-campeão daquela edição da liga. No ano seguinte, Rose começou a sucumbir às seguidas e graves lesões que sofreu e a esperança da franquia em voltar a chegar longe se esvaiu.

Ainda assim, os Bulls atraem um público fiel, pela força da marca. Em julho de 2021, a franquia seguia como a quinta que mais vendia produtos licenciados no mercado internacional, atrás de Los Angeles Lakers, Brooklyn Nets, Phoenix Suns e Milwaukee Bucks. No mercado brasileiro, pulou de terceira mais vendida em 2018 para segunda em 2021, superada apenas pelos soberanos Lakers.

— Dá para dizer até pelas nossas transmissões. A resposta (dos fãs) a esse momento do Chicago é muito positiva. Todos esses torcedores que cresceram vendo o Michael Jordan e aquela geração, aquele grupo liderado pelo Rose, têm agora a possibilidade de sonhar com uma final de NBA, com um título, por que não? — afirma Marcelinho Machado, comentarista de NBA do SporTV.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos