NBA: comparado a Stephen Curry no universitário, Trae Young supera dúvidas para liderar os Hawks

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Se o Atlanta Hawks voltou à decisão da Conferência Leste depois de seis anos, muito se deve à atuação de um jovem de 22 anos que vem superando as dúvidas sobre sua capacidade de liderar uma franquia com seu porte físico. Trae Young, responsável direto por despachar o New York Knicks e o Philadelphia Sixers, é o principal trunfo dos Hawks contra o Milwaukee Bucks a partir desta quarta-feira, às 21h30 (de Brasília), no primeiro confronto da série melhor de sete.

A caminhada de Young na NBA começou conturbada. Depois de brilhar no basquete universitário por Oklahoma, se tornando o primeiro calouro a liderar a primeira divisão em pontos e assistências, Young decidiu se inscrever para o draft. Nessa época, mesmo com apenas 19 anos, comparações com o astro do Golden State Warrios Stephen Curry já eram comuns, pela soma de habilidade e técnica que o permitia driblar e arremessar de longas distâncias, assim como Curry.

Ao mesmo tempo, dúvidas sobre o desempenho que Trae poderia ter na NBA pairavam no ar, por não ser tão alto e também não ter um porte físico avantajado. Mesmo assim, foi selecionado na quinta escolha do Draft de 2018 pelo Dallas Mavericks. No entanto, sem nem estrear pelos Mavs, foi trocado com o Atlanta Hawks pelo também armador Luka Doncic, que havia sido escolhido na terceira rodada. A troca não agradou muito aos torcedores dos Hawks.

Mas logo na primeira temporada (2018-19), Trae teve uma boa média, com 19 pontos e oito assistências, e mostrou que a troca valeria a pena. Na segunda, fez história ao se tornar o quinto jogador de todos os tempos da liga a ter 29 pontos e nove assistências por jogo. O desempenho rendeu para o armador a vaga de titular no Jogo das Estrelas da NBA.

Vilão do Garden

Tudo isso serviu para que Trae pudesse evoluir seu jogo, além de se acostumar com o plano de jogo dos Hawks. Em 2021, mais uma grande temporada regular, com média de 25 pontos e nove assistências. Mas o melhor estava reservado para os playoffs. Na primeira série contra o New York Knicks, Young deu show. Com média de 29 pontos e 9,8 assistências, com direito à bola decisiva na primeira partida com um Madison Square Garden lotado; gestos pedindo silêncio para a torcida nova iorquina e reverências — como se estivesse agradecendo ao público após o termino de um show —, ficou conhecido como o “Vilão do Garden”. Até o prefeito de Nova Iorque Bill de Blasio integrou as críticas contra Trae, e mandou um recado para o armador durante uma coletiva sobre vacinas.

— Tenho uma mensagem para Trae Young: pare de provocar faltas. Jogue o jogo da maneira correta e veja se consegue vencer. Eu acho que os Knicks vão te ensinar uma lição — disse de Blasio. Infelizmente para os nova iorquinos, as respostas não tiveram efeito, e Trae Young e os Hawks eliminaram o Knicks.

Na sequência, o adversário foi o Philadelphia 76ers, primeiro colocado da temporada regular. Foram sete jogos eletrizantes. A decisão foi nos minutos finais da última partida, que, embora Trae não tenha ido tão bem, acertou uma bola de três que praticamente decretou a vitória e a volta do Atlanta Hawks para as finais da Conferência Leste após seis anos. Com isso, o armador tem a possibilidade de, após três temporadas, levar a cidade de Atlanta ao primeiro título de sua história – os Hawks possuem um, mas eram sediados em Saint Louis. Pode parecer muita pressão para um jovem de apenas 22 anos, mas Trae Young aparenta gostar mais justamente desses momentos.

— Jogamos nos dois lugares mais difíceis da NBA. Foi um ótimo ambiente, eu amei. Amei a falação de bobagens, tudo em relação a isso. Tem sido divertido — disse Trae após a vitória no último jogo em Philadelphia.

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