Nefropatia diabética chega a atingir 40% de pacientes com diabetes: veja como prevenir

·3 min de leitura

É cada vez maior o número de casos de diabetes no mundo. Um levantamento recente da International Diabetes Federation mostra mais de 537 milhões de pessoas vivem com a condição, que está relacionada a complicações que comprometem diversos órgãos, como o coração e os rins. Só neste ano, mais de 6,7 milhões de mortes em decorrências da doença foram registradas.

Segundo o nefrologista Elber Barbosa, coordenador médico de Tratamento Intra-Hospitalar da DaVita Tratamento Renal de Brasília, a nefropatia diabética chega a acometer de 30% a 40% dos pacientes com diabetes.

— O diabetes já é uma das principais causas de diálise no mundo. Uma vez instalado e, se não tratado, tende a evoluir para o agravamento de problemas nas funções renais, com a necessidade eventual de terapia renal substitutiva (diálise ou transplante). Além disso, cerca de um terço dos indivíduos acometidos podem necessitar de terapia renal substitutiva — explica.

O médico explica ainda que a nefropatia diabética começa de forma assintomática. Por isso, ele recomenda consultas com especialista e exames regulares de sangue e urina para o acompanhamento das dosagens de creatinina e microalbuminúria:

— O início é a perda de proteína na urina, que fica espumosa. Observa-se também o inchaço dos pés, pálpebras (pela manhã) e pernas (pela tarde). A pressão arterial pode atingir níveis altos, e a função renal fica prejudicada, causando vômitos, náuseas, fraqueza, emagrecimento, palidez, alteração da libido, entre outros sintomas.

A boa notícia é que a doença tem controle. Mas, para que isso aconteça, é preciso adotar práticas compatíveis a um estilo de vida saudável, com atividades físicas e uma dieta equilibrada.

Alimentação reduz agravamento

De acordo com a coordenadora de nutrição da DaVita Tratamento Renal, Thays Mortaia, a alimentação saudável pode diminuir o agravamento da função renal e melhorar a qualidade de vida dos pacientes com diabetes.

— Existem ferramentas importantes, como a contagem de carboidratos, proteínas e gorduras e o controle do tamanho das porções, que alinhadas a uma alimentação saudável, ao exercício físico e à terapia medicamentosa podem manter as taxas glicêmicas dentro da meta para impedir o aparecimento das complicações agudas e crônicas — explica a nutricionista.

Segundo Thays, a composição de um prato saudável para os pacientes com diabetes deve incluir “50% de vegetais crus e cozidos, 25% de proteínas (de preferência metade animal e metade vegetal) e 25% de carboidratos (de preferência integral)”.

Dicas

- Estabeleça horários para as refeições e divida-as em 5 ou 6 por dia para evitar hipoglicemia.

- Tenha uma alimentação colorida. Consuma variados tipos de frutas, verduras e legumes, que são alimentos ricos em vitaminas, minerais e fibras.

- Batata, aipim e inhame são alimentos saudáveis, mas, por serem ricos em carboidratos, devem ser consumidos em pequenas quantidades. Frutas devem ser fracionadas e consumidas com moderação por conter frutose (açúcar natural que eleva a glicemia).

- Evite alimentos ricos em açúcar, farinha branca e mel, como doces, geleias, refrigerantes, sucos industrializados, balas, chocolates, biscoitos recheados, bolos e pães etc. Tempere com pouco óleo e sal e prefira temperos naturais, como alho, cebola, salsinha e cebolinha.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos