Negociadores afegãos acusam talibãs de atrasar negociações em Doha

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(ARQUIVO) Nesta foto de arquivo tirada em 21 de novembro de 2020, o negociador Talibã Sheir Mohammad Abbas Stanekzai (2º E) junto com outros membros da equipe de negociação de paz do Talibã, incluindo Sheir Mohammad Abbas Stanekzai (2º E), participam de uma reunião com o Secretário de Estado dos EUA Mike Pompeo na capital do Catar, Doha.

Negociadores afegãos chegaram a Doha nesta terça-feira (5) para uma segunda rodada de conversações com os talibãs, depois que seu governo acusou os insurgentes de ganhar tempo enquanto os Estados Unidos retiravam suas tropas do país.

As discussões de paz interafegãs, iniciadas em 12 de setembro em um hotel de luxo em Doha, não tiveram avanços até o momento, embora as partes tenham chegado a um acordo sobre os próximos temas a serem tratados neste novo ciclo.

"Chegamos a Doha há duas horas", disse o porta-voz do grupo de negociadores do governo afegão, que chegou de Cabul.

Não se sabe por enquanto quando as conversas serão retomadas.

Os negociadores do governo afegão defendem um cessar-fogo permanente e a manutenção do atual sistema de governo, que foi instalado quando os talibãs foram afastados do poder com a invasão liderada pelos Estados Unidos em 2001.

Mas o chefe da Inteligência afegã, Ahmad Zia Siraj, disse na segunda-feira que acha que "os talibãs planejam atrasar as negociações até a retirada das forças americanas do Afeganistão, em maio".

"Não vemos qualquer intenção ou vontade entre os talibãs", disse ele ao parlamento.

Em 2020, os talibãs realizou mais de 18.000 ataques, de acordo com Ahmad Zia Siraj. Nos primeiros nove meses de 2020, 2.177 civis morreram e 3.822 ficaram feridos, de acordo com a Missão de Ajuda das Nações Unidas no Afeganistão.

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