Negros são 80% das vítimas das mortes violentas entre jovens, revela estudo

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Segundo levantamento, entre as vítimas de 10 a 19 anos, 83% são mortas com armas de fogo (Foto: Getty Images)
Segundo levantamento, entre as vítimas de 10 a 19 anos, 83% são mortas com armas de fogo (Foto: Getty Images)
  • Entre as vítimas de mortes violentas de jovens, 80% são pessoas negras

  • SP foi o estado que mais registrou mortes violentas de jovens nos últimos cinco anos

  • Levantamento foi feito pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e pelo Unicef

Entre as mortes violentas de jovens no Brasil, 80% são de pessoas negras. É o que revela o estudo do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e do Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), divulgado nesta sexta-feira (22).

Sã classificados como “mortes violentas” casos de:

  • Homicídio doloso (quando há intensão de matar)

  • Feminicídio

  • Latrocínio

  • Lesão corporal seguida de morte

  • Mortes em decorrência de intervenção policial

Nos últimos cinco anos, foram 34.918 mortes violentas de crianças e jovens no Brasil. O perfil mais comum é de adolescentes negros entre 15 e 19 anos, assassinados com arma de fogo. O levantamento foi feito a partir de boletins de ocorrência registrados em todos os entes da federação entre os anos de 2016 e 2020. No total, 31 mil vítimas tinham entre 15 e 19 anos. Entre estes, 25.592 são pessoas negras.

Quando os números começam a partir dos 10 anos de idade, a maior parte das vítimas é de meninos (91%) e 83% deles são mortos com armas de fogo. O levantamento ainda aponta que 90% das mortes violentas são homicídios dolosos.

O estado que mais registrou mortes violentas proporcionalmente nos últimos cinco anos foi São Paulo. Os dados apontam que em 44,4% dos registros, homens de 10 a 19 anos morreram depois de intervenção policial.

No Brasil, quando mais velhos ficam os meninos, maior a proporção de vítimas da polícia. No ano de 2020, 16% das mortes violentas foram de jovens negros de 10 a 19 anos em ações da polícia.

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