Nem o Google escapa do temor de recessão nos EUA: CEO avisa que vai frear contratações

O Google, da Alphabet, planeja frear as contratações pelo restante do ano diante de uma possível recessão econômica nos Estados Unidos, informou o CEO Sundar Pichai em e-mail aos funcionários. Pichai disse que a empresa concentrará as contratações em “engenharia, técnicos e outras funções críticas” este ano e em 2023, de acordo com uma cópia do e-mail ao qual a Bloomberg News teve acesso.

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“Precisamos ser mais empreendedores, trabalhando com maior urgência, foco mais afiado e mais garra do que demonstramos em dias melhores”, escreveu Pichai. “Em alguns casos, isso significa consolidar onde os investimentos se sobrepõem e simplificar os processos.”

Historicamente, o Google permaneceu relativamente imune às desacelerações econômicas no setor de tecnologia. A gigante de buscas na internet interrompeu as contratações após a crise financeira há mais de uma década, mas desde então tem contratado regularmente ondas de novos funcionários para seu principal negócio de publicidade e áreas como smartphones e carros autônomos que ainda não são lucrativos.

A Alphabet, que empregava quase 164.000 pessoas em 31 de março, nos últimos anos fez contratações principalmente para a divisão de computação em nuvem do Google e novas áreas, como equipamentos.

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A decisão anunciada por Pichai segue a de outras empresas de tecnologia. Em maio, Snap e Lyft disseram que iriam desacelerar as contratações. Várias semanas depois, a Instacart anunciou medida semelhante e a Tesla seguiu com um anúncio de uma redução de 10% de sua força de trabalho assalariada.

No início desta semana, a Microsoft anunciou que cortaria um pequeno número de empregos. A Meta , controladora do Facebook, também reduziu seus planos de contratação devido a preocupações com as condições econômicas. Em maio, o Uber anunciou que iria cortar custos e reduzir as contratações.

No e-mail, Pichai disse que o Google adicionou 10.000 funcionários durante o segundo trimestre e tem “fortes compromissos” nos próximos meses para contratar universitários.

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