'Nem sei se quero voltar ao bar', diz dona do bar feita de refém

Felipe Grinberg
Lucia Aparecida é a dona do bar

A dona do Bar da Preta, Lucia Aparecida, descreveu os momentos de tensão que passou na tarde desta sexta-feira. Ela narra que Danilo chegou muito agitado no bar, falando que ia se vingar. O homem ordenou que todos fossem ao banheiro, e por lá ficaram toda a ação.

— As pessoas almoçando ele jogou os pratos da mesa todos para cima. Nem sei se quero voltar ao bar. Houve sim um desentendimento semana passada por causa de uma mesa que ele esbarrou, mas só. Nao sei se quero voltar pro bar.

A dona do Bar da Preta ainda conta que Danilo dizia que não iria machucar ninguém,  apesar de portar facas grandes e garrafas com gasolina.

— Ele estava falando todo momento no celular. Estou muito abalada, minha pressão subiu muito — descreve ela

Uma das pessoas que Danilo estava em contato era o vendedor de bala Gilberto da Silva,  amigo seu há anos, e que foi escolhido pelo Bope a acompanhar de perto o trabalho da Polícia. Ele fez contato com o sequestrador durante toda a tarde:

— Ele só falava que tava arrependido e estava chorando muito.

Durante a tarde, Gilberto ainda mandou mensagens de voz ao homem, que foram repassadas pelos policiais:

"Cara, ta todo mundo aqui, geral aqui contigo. É só voce liberar os refens e se entregar. Libera!", disse o vendedor de balas em uma mensagem de voz.