Nenhuma substância no mundo atrai e estimula proliferação do Aedes aegypti como a geosmina, diz universidade sueca

Ana Lucia Azevedo
Coleta de amostras da água na saída do rio dos Poços

RIO — A geosmina que impregnou a água da Região Metropolitana desde o início de janeiro atrai o mosquito Aedes aegypti mais do que qualquer outra substância no mundo. Uma equipe internacional de cientistas ligados à Universidade de Lund, na Suécia, descobriu que a geosmina, tida até agora como inofensiva, não só atrai a fêmea do Aedes como a estimula a colocar ovos, pois, onde a substância está presente, também há micro-organismos dos quais as larvas se alimentam.

Mesmo que a água tratada pela Cedae deixe de ter cheiro de geosmina, devido à aplicação de carvão ativado, o esgoto que contamina os mananciais de onde ela foi tirada continuará a ser uma fonte em potencial de proliferação do mosquito transmissor de dengue, zika e chicungunha, explica a autora principal do trabalho, a pesquisadora sueca Nadia Melo.

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