Neonazista brasileiro é condenado a 4 anos de prisão por publicações em rede social russa

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RIO - Acusado de publicar conteúdos de apologia ao Nazismo, Welker de Oliveira Guerreiro foi condenado a 4 anos de prisão em regime fechado. Ele havia sido denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) por conta de uma série de postagens feitas na rede social russa VK. A decisão é da 1ª Vara Criminal Federal de São Paulo.

A sentença, do dia 9 de dezembro, da juíza Andréia Moruzzi determina também que, caso a VK tenha representantes no Brasil, eles sejam notificados para realizarem a remoção do conteúdo. A condenação de Welker Guerreiro foi divulgada nesta sexta-feira pelo MPF.

As postagens que levaram a condenação de Guerreiro foram feitas entre os dias 14 de junho e 17 de dezembro de 2015. Através de uma página na rede social, que foi batizada com o nome 'MISANTHROPIC DIVISION BRASIL', o homem teria feito publicações incitando a discriminação e o preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional, segundo a denúncia do MPF.

O nome da página administrada por Welker Guerreiro é uma referência a um grupo de extrema-direita paramilitar ucraniano, que surgiu no contexto das revoltas de 2014 no país. Segundo o MPF, o Misanthropic Division exerce influência em grupos neonazistas de todo o mundo e já chegou a recrutar membros no Brasil.

"Em outras palavras, as publicações do acusado exaltam símbolos nazistas, segregacionistas e de superioridade da uma raça. Assim, sua conduta se enquadra no tipo penal ora em comento, que corresponde à incitação ao racismo", afirma a juíza em sua sentença.

Welker Guerreiro diz que pode ter criado a página da Misanthropic Division Brasil acidentalmente, enquanto pesquisava sobre o assunto nas redes sociais. Ele admitiu também ter criado um perfil na VK, mas afirma não ter feito publicações nela.

Em uma das postagens feitas por Welker, há uma foto em que nove pessoas aparecem com seus rostos cobertos por um emoji que referência Adolf Hitler, com seu cabelo e bigode característicos. Segundo o MPF, o réu foi identificado por uma série de ações de cooperação entre as polícias do Brasil e da Rússia. A Polícia Federal localizou as origens das postagens em um dispositivo em Itapecerica da Serra, em São Paulo.

Não é a primeira condenação de Welker. Em 2011, ele foi obrigado a cumprir serviços comunitários por fazer parte de um grupo de neonazistas que agrediram moradores de rua de São Paulo.

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