Neta desabafa após imagem da avó ser exposta em falsa morte entre terroristas presos

Juliana lamentou "fake news porca e nojenta" envolvendo a imagem da avó

Neta desabafou após exposição da avó em fake news - Foto: Reprodução/Redes Sociais
Neta desabafou após exposição da avó em fake news - Foto: Reprodução/Redes Sociais
  • Neta de idosa que teve imagem divulgada em fake news sobre morte após prisão de bolsonaristas desabafou

  • Idosa foi exposta em notícia falsa sobre falecimento em ginásio da Polícia Federal que abrigava os terroristas

  • Em postagem nas redes sociais, Juliana chamou de "fake news porca e nojenta" a falsa informação divulgando o rosto de sua avó

Juliana Cuchi Oliveira se surpreendeu na noite da última segunda-feira (9) ao ver a imagem da própria avó ser usada para propagação de uma notícia falsa por grupos de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A fake news dava conta de que uma idosa havia morrido no ginásio da Polícia Federal, em Brasília, onde estavam cerca de 1,2 mil detidos após os atos de terrorismo praticados no domingo, na capital federal.

Segundo as falsas informações propagadas por bolsonaristas, incluindo a deputada federal Bia Kicis (PL-DF), a mulher teria morrido no "campo de concentração de Lula" após lhe negarem água e comida.

Na foto divulgada em diversas contas nas redes sociais, no entanto, aparecia a avó de Juliana, Deolinda Tempesta Ferracini, morta em novembro de 2022 após um acidente vascular cerebral (AVC).

A imagem foi retirada do banco de imagens do fotógrafo Edu Carvalho, de Campinas, no interior de São Paulo, marido de Juliana.

A informação precisou ser desmentida pela Polícia Federal, que informou que não houve nenhuma morte após as prisões em Brasília. Diante da exposição da fake news, Bia Kicis voltou atrás e, durante a madrugada, pediu "desculpas pelo equívoco".

"Fake news nojenta"

Em vídeo divulgado nas redes sociais nesta terça, Juliana lamentou o ocorrido e pediu ajuda para denunciar a fake news envolvendo sua avó.

"Hoje, eu acordei com meu direct bombando de notícias de que estão pegando a foto da minha avó e fazendo fake news, falando que ela morreu em um campo de concentração, coisas de política. Por favor, se virem, apenas denunciem. Estou muito chateada, muito mesmo. O banco de imagens da foto da minha avó não dá direito a uso indevido", comentou.

A mulher revelou que a família já havia passado por situação semelhante ao ver a foto da avó exposta equivocadamente como uma das vítimas fatais da Covid-19 e se emocionou ao lembrar que a morte da parente completa três meses justamente nesta terça.

"Já lutamos uma vez contra isso, agora de novo em uma fake news porca, nojenta, que viralizou em tudo. Eu não sei mais o que a gente faz, acho que não adianta ir na delegacia. Estou denunciando tudo o que estou vendo."