Netanyahu diz que fez de Israel a "nação da vacina", mas vão votar nele?

Jeffrey Heller
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Premiê israelense, Benjamin Netanyahu

Por Jeffrey Heller

JERUSALÉM (Reuters) - O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu reivindicou sua vitória sobre a Covid-19 ao tornar Israel a "nação da vacina". Mesmo isso pode não ser o suficiente quando os eleitores, usando máscaras obrigatórias, forem votar na eleição de terça-feira.

Netanyahu, que transformou o lançamento mundial de vacinas de Israel em uma vitrine para sua campanha, na quarta eleição nacional em dois anos, fez uma avaliação ponderada de suas chances depois que as últimas pesquisas apontaram para uma disputa acirrada.

"Ainda está faltando uma cadeira (parlamentar) ou duas para eu alcançar um governo estável", disse primeiro-ministro na rádio do Exército de Israel no domingo, no que pode ter sido uma tentativa estratégica de incentivar apoiadores de seu partido de direita, Likud, a votarem.

As pesquisas de opinião mostraram um crescimento nas intenções de voto no partido de Netanyahu na reta final da campanha, dando à coalizão de partidos conservadores e ultra ortodoxos, liderada por Netanyahu, cerca de 60 cadeiras, mas ainda sem a maioria no Parlamento de 120 membros.

Mas as pesquisas indicaram que uma potencial aliança entre partidos de esquerda, centro e direita, possivelmente liderada pelo rival mais forte de Netanyahu nas enquetes --o centrista Yair Lapid, do partido Yesh Atid-- embora improvável, também está perto das 60 cadeiras.

Nenhum partido jamais obteve uma maioria parlamentar sozinho em uma eleição israelense. Em uma disputa acirrada, os resultados da noite de eleição podem ser apenas o ponto de partida, com conversas nos bastidores determinando se "Bibi" ainda governará.