Pompeo diz que dará prioridade à diplomacia como secretário de Estado dos EUA

Washington, 12 abr (EFE).- O diretor da CIA e nomeado para ser o próximo secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, afirmou nesta quinta-feira no Comitê de Relações Exteriores do Senado que dará prioridade à diplomacia para "conseguir as políticas" do presidente Donald Trump, ao invés de recorrer à "guerra".

"Tenho a intenção de trabalhar para conseguir as políticas do presidente com diplomacia, ao invés de enviar nossos jovens à guerra", disse Pompeo aos senadores em sua audiência de confirmação no cargo.

Pompeo, ex-congressista e chefe da inteligência desde a chegada de Donald Trump à Casa Branca, é visto como "um falcão" da política americana, a favor de dar respostas militares aos conflitos ao invés de trabalhar com a diplomacia internacional.

"Sei que alguns dos senhores leram essa história de que sou 'um falcão', que sou um partidário da linha dura. Não há ninguém como alguém que serviu com um uniforme (como militar) que entenda o valor da diplomacia e o terror e a tragédia que é a guerra", insistiu o nomeado para liderar o Departamento de Estado.

O senador Robert Menendez, o democrata de mais alta categoria do Comitê, interrogou Pompeo com dureza e o perguntou se será capaz de enfrentar os "instintos e impulsos" de Trump ou simplesmente irá satisfazer seus pedidos.

"Enfrentará o presidente Trump e lhe dirá 'não, está errado com este ponto de vista', ou vai simplesmente dizer 'sim, senhor'?", perguntou Menendez.

"Há poucos que temam mais a guerra do que aqueles de nós que servimos com um uniforme", insistiu Pompeo, graduado na famosa academia militar de West Point, a respeito das possíveis respostas bélicas por parte dos EUA a diferentes conflitos atuais.

"E há uma grande diferença entre a presença militar e a guerra. A guerra é sempre o último recurso", acrescentou. EFE