Netanyahu vai chefiar governo com ultra-ortodoxos e extrema-direita

Netanyahu vai chefiar governo com ultra-ortodoxos e extrema-direita

Benjamin Netanyahu, líder do partido Likud (direita), regressou ao cargo de primeiro-ministro e agora lidera o governo mais religioso e ultranacionalista da história de Israel, comprometendo-se a implementar políticas que podem enfraquecer o poder judiciário, expandir os colonatos, causar tumultos domésticos e regionais e afastar os aliados mais próximos de Israel.

"A primeira missão: frustrar os esforços do Irão para desenvolver um arsenal de bombas nucleares que nos ameaçará a nós e ao mundo inteiro," afirmou o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, no Knesset (Parlamento israelita).

O discurso de Netanyahu no Parlamento foi interrompido repetidas vezes por protestos de membros da oposição que gritavam "fraco".

Fora do Parlamento, milhares de manifestantes agitaram as bandeiras de Israel e do Orgulho Gay e gritaram as palavras "não queremos fascistas no Knesset".

Muitos analistas acreditam que Netanyahu tem feito muitas concessões aos seus parceiros de Governo na esperança de obter imunidade judicial ou o cancelamento do seu julgamento por corrupção.

O Procurador-Geral da República, Gali Baharav-Miara, expressou, recentemente, receios de reformas que reduziriam o poder dos juízes e de uma "politização da força policial" que "desferiria um sério golpe nos princípios mais fundamentais do Estado de direito".

O Chefe do Estado-Maior do Exército, Aviv Kochavi, manifestou preocupação quanto à criação de um segundo posto ministerial, o de Bezalel Smotrich (partido Casa Judaica, extrema-direita), no seio do Ministério da Defesa, para supervisionar a gestão civil da Cisjordânia.