“Netflix da direita” atrai milhares de assinantes no Brasil e visa mercado internacional

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O sucesso da plataforma de streaming “Brasil Paralelo”, lançada em 2016 e alavancada durante o governo de Jair Bolsonaro é o tema de uma reportagem da revista do jornal Le Monde neste final de semana. O periódico francês destaca as produções ultraconservadoras, conspiracionistas e pró-governo disponíveis na plataforma que diz ter 265 mil assinantes.

A plataforma propõe documentários, desenhos animados, filmes, séries e shows, todos sob a fórmula consagrada “para toda a família” com a garantia, segundo os organizadores, de se encaixarem no gosto de conservadores.

O conteúdo, no entanto, é alvo de numerosas polêmicas, com críticas que apontam material negacionista e conspiracionista na plataforma, explica a reportagem.

“No site, há o documentário ‘Cortina de Fumaça’, uma crítica mordaz a 'ambientalistas' e defensores da Amazônia. Ou o longa-metragem ‘1964, Brasil entre as armas e os livros’, que argumenta que o golpe militar de 31 de março (que levou a uma ditadura que durou mais de vinte anos) era inevitável para evitar uma revolução comunista. Ou a trilogia ‘Pátria educadora’, que critica a pedagogia moderna, enquanto o filme “Sete Denúncias” vilipendia as políticas de contenção para controlar a Covid-19.”

Mais de 60 produções

A produtora foi fundada em 2016 e hoje diz contar com 265 mil assinantes, que pagam mensalidades entre R$ 10 e R$ 99 para ter acesso à plataforma.


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