Netflix perde 1 milhão de assinantes entre abril e junho, menos que o esperado

A Netflix perdeu quase 1 milhão de assinantes no segundo trimestre deste ano, completando o seu primeiro semestre com perda de clientes após uma longa fase de forte expansão. No entanto, o resultado da plataforma de streaming divulgado nesta terça-feira no seu balanço financeiro referente ao período entre abril e junho foi melhor que a previsão da própria empresa e a expectativa do mercado. A empresa, no entanto, prevê a recuperação desse 1 milhão neste terceiro trimestre.

Em abril, a Netflix havia previsto perda de 2 milhões de clientes no segundo trimestre, mas o número de clientes perdidos ficou em 970 mil. A maior parte dos analistas de mercado trabalhava com estimativas de perda de 1,4 milhão a 1,8 milhão de assinantes, mesmo com o grande sucesso alcançado pela quarta temporada de sua série "Stranger Things".

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O resultado acabou sendo visto positivamente pelos investidores. As ações subiram 12% nas negociações após o fechamento do mercado nos EUA, quando o balanço foi divulgado. A empresa perdeu 1,3 milhões de clientes nos EUA e outros 770 mil na Europa e no Canadá. Em compensação, manteve forte crescimento na Ásia, com 1,1 milhão de novas assinaturas.

Após uma longa fase de expansão acelerada, a empresa vive uma espécie de inferno astral desde que, em maio, revelou uma perda de 200 mil assinantes da plataforma, a primeira contração do seu portfólio de cerca de 200 milhões de assinantes.

O indicador surpreendeu os investidores, e as ações despencaram. A empresa divulgou estratégias para estancar a perda de clientes, mas as ações da empresa já caíram 65% neste ano, numa demonstração do receio dos investidores sobre o futuro do streaming.

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A companhia ainda assim se mantém como a de maior número de clientes entre as concorrentes do streaming. A empresa terminou o segundo trimestre com 220,7 milhões de assinantes em 190 países.

No segundo trimestre, a Netflix faturou US$ 7,97 bilhões, o que significa uma alta de 8,6%em comparação com o mesmo período de 2021. O resultado ficou um pouco abaixo da previsão de US$ 8,04 bilhões dos analistas.

No primeiro trimestre, a Netflix havia reportado lucro de US$ 1,6 bilhão em vendas e receita de US$ 7,8 bilhões neste período, o que representou um aumento de 10% na arrecadação em comparação com os três primeiros meses de 2021.

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Uma das estratégias da empresa para reverter a crise é a criação de um serviço de streaming mais barato, com a veiculação de publicidade, o que atualmente inexiste na plataforma. Há poucos dias, a empresa anunciou uma parceria com a Microsoft para desenvolver esse produto. O serviço da Netflix é um dos mais caros entre os serviços de streaming, um setor que tem cada vez mais concorrentes.

Outra forma de aumentar as receitas é começar a cobrar taxas extras de usuários que compartilham contas com outros. Dessa forma, a empresa quer desincentivar essa prática para estimular novas assinaturas.

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A cobrança extra é a segunda tentativa da Netflix na América Latina de limitar o compartilhamento de senhas. A empresa vai começar a fazer essa cobrança em cinco países da América Latina: Argentina, El Salvador, Guatemala, Honduras e República Dominicana. O valor vai variar de US$ 1,70 a US$ 2,99. Ainda não há previsão para o Brasil.

Em outra iniciativa, ainda em fase de testes, a empresa pediu a clientes em Chile, Costa Rica e Peru para pagar uma taxa para adicionar um usuário à sua conta. Neste modelo, o novo membro tem uma espécie de conta dependente, com e-mail e endereços diferentes. Ele pode usar o serviço dentro dos limites do plano do titular.

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