Netflix vence processo sobre jovem que se suicidou após ver "13 Reasons Why"

·2 min de leitura
Imagem de
Imagem de "13 Reasons Why". Foto: Divulgação/Netflix

Esse texto faz parte de uma série de reportagens e artigos que tratam sobre o tema suicídio. Não comente, não compartilhe e não escreva posts ou comentários motivados pelo ódio ou induzam o suicídio.

Caso você seja vítima de bullying, ataque de ódio ou tenha pensamentos suicidas, o Centro de Valorização da Vida (CVV) pode ajudar: ligue 188 ou dirija-se ao posto de atendimento mais próximo. Existem voluntários disponíveis 24 horas por dia e treinados para lhe atender com respeito, anonimato e sigilo.

Mesmo que você não tenha certeza se precisa de ajuda e precise simplesmente conversar ou ser ouvido, não hesite em entrar em contato com o CVV também por chat ou e-mail.

Resumo da notícia:

  • Netflix vence processo sobre jovem que se suicidou após ver "13 Reasons Why"

  • Pai da adolescente alega que ela tirou a própria vida após assistir à primeira temporada da série

  • Justiça dos EUA decidiu a favor da Netflix com o apoio do direito à liberdade de expressão

A Justiça dos Estados Unidos ficou a favor da Netflix em processo relacionado à "13 Reasons Why". Na ação, os pais de uma adolescente alegam que ela tirou a própria vida após assistir à série lançada em 2017 com a primeira temporada focada nos motivos pelos quais a protagonista cometeu suicídio.

De acordo com o New York Post, em agosto de 2021, John Herndon, entrou com uma ação coletiva contra a plataforma de streaming para alegar que sua filha, Bella, “morreu como resultado dos atos ilícitos e omissões da Netflix que causaram, ou pelo menos contribuíram substancialmente para”. Conforme documentos enviados à Justiça, seu suicídio ocorreu em abril de 2017 aos 15 anos de idade.

Nesta terça-feira, 11, a juíza dos EUA, Yvonne Gonzalez Rogers, decidiu que a Netflix saísse vitoriosa do processo com o apoio do direito à liberdade de expressão.

Herndon falou pela primeira vez em 2017 ao lado da família de Priscilla Chui, que também se suicidou aos 15 anos depois de assistir à primeira temporada de “13 Reasons Why”. “Não prossiga com a renovação para a segunda temporada de '13 Reasons Why'. Isto está errado. Você está ganhando dinheiro com a miséria dos outros", declarou o pai na época. 

Baseado em um livro homônimo best-seller, retrata a história de uma protagonista recentemente falecida, chamada Hannah, de 17 anos, que deixou 13 fitas como pistas para revelar por que ela se matou e quem ela culpa por precipitar sua morte. Ao final da primeira temporada, é exibida uma cena do momento em que a personagem tira a própria vida.

“Os criadores obrigados a proteger os espectadores de obras expressivas que retratam suicídio inevitavelmente se censurariam para evitar a ameaça de responsabilidade”, declarou a defesa da Netflix em dezembro de 2021.

O advogado de Herndon, Ryan Hamilton, esclareceu que o processo de seu cliente não visa o conteúdo do programa, mas os algoritmos que o promovem. “Este caso é sobre o direcionamento privado de crianças vulneráveis ​​e consequências que não eram apenas previsíveis e previstas, mas sobre as quais a Netflix foi alertada”, afirmou.

“Eu simplesmente não acho que o processo sobreviva”, declarou a juíza Rogers ao tomar a decisão com base na Primeira Emenda à constituição norte-americana. Herndon tem até 18 de janeiro para decidir se quer recorrer da decisão judicial. 

Ouça o Pod Assistir, podcast de filmes e séries do Yahoo:

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos