Ex-panicat processa Band por assédio moral e sexual: 'Trauma grande'

(Foto: Reprodução/Band)

Alguns acontecimentos deixam marcas profundas e para o resto da vida. A ex-panicat Carol Dias sabe bem o que é isso. No dia 10 de abril acontecerá a primeira audiência do processo que abriu contra a Band, após sofrer assédio moral e sexual nos bastidores do programa “Pânico”.

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O caso foi divulgado pelo jornalista Leo Dias, no “Fofocalizando”, e confirmado pelo irmão e empresário de Carol, André Dias. Em entrevista ao Yahoo, André afirma que já faz tempo que a irmã decidiu entrar na Justiça.

Segundo ele, os dois não procuraram a mídia para falar sobre o assunto, mas também não fizeram nada para esconder quando o caso veio à tona. “A Carol passa por problemas psicológicos por causa do que acontecia na Band. Ela teve síndrome do pânico e toma remédios até hoje. Está sempre passando no psiquiatra”, conta ele, ao assegurar que não é sempre que a irmã se sente disposta a falar sobre o assunto. “Ainda é muito dolorido para ela”, explica.

De acordo com o familiar, a ex-panicat era pressionada a manter um corpo perfeito para estar em frente às câmeras, ouvia grosserias dos diretores e era comparada com prostitutas. Por muito tempo, Carol preferiu o silêncio por medo de perder o emprego e o irmão afirma que nem a família tinha ideia do que acontecia na emissora localizada no Morumbi, Zona Sul de São Paulo.

“Acho que só quem já passou por isso tem ideia do que ela sofreu. As coisas saíram mesmo do controle de dois anos para cá, quando a pressão ficou maior e chegou ao ponto de afetar a saúde dela”, conta.

André começou a perceber que Carol não saía feliz quando tinha que trabalhar. Outro ponto difícil para ela era presenciar as amigas que atuam no programa passando por situações parecidas, de constante humilhação, o que não é segredo para ninguém da emissora. Tudo isso mexeu com o psicológico da ex-panicat.

“Ela se afastou da mídia e começou o tratamento com um psiquiatra. A Carol nunca mais foi a mesma. Ela carrega uma tristeza e eu, como irmão, sei disso. Infelizmente, ela não superou e vai ter que lidar com isso para o resto da vida porque as doenças psicológicas funcionam desse jeito, não tem volta”, lamenta.

A decisão de entrar na Justiça, ainda de acordo com André, é um grito por Justiça e uma maneira de alertar outras pessoas que possam viver situações parecidas no mercado de trabalho. “Queremos que a Justiça seja feita e que ela seja ressarcida pelos problemas de saúde de acordo com as leis trabalhistas”, conta ele, sem informar valores.

Procurada, a comunicação da Band informou que “não comentará o assunto”.

Lição de vida

Atualmente, Carol Dias tem trabalhado como coach de emagrecimento. A ex-panicat ensina seus seguidores e clientes maneiras corretas para perder peso com saúde. Ela, inclusive, utiliza as experiências do passado para provar que não vale a pena fazer loucuras por causa dos padrões.

Segundo André, enquanto estava no programa, Carol vivia fazendo dietas malucas por conta da pressão dos diretores da Band, que gritavam na frente de todos quando ela aparecia um pouco mais inchada ou com alguma celulite.

“Eles não tinham respeito. Ela tinha que ouvir os gritos e calar a boca. Quando alguém dizia algo, falavam que a porta era a serventia da casa. Um absurdo”, critica.

Questionado sobre a possibilidade da irmã voltar a atuar em um programa de televisão, André afirma que depende muito e prefere não responder por ela. “Não dá pra generalizar. Não são todos os programas que têm esses problemas. Depende da proposta. Agora, ela está focada no trabalho de coach”, explica.