Neymar deixa treino da seleção com dores; atacante perdeu quase metade dos jogos deste ciclo, a maioria por lesão

Tão recorrentes quantos os dribles e os gols têm sido as lesões na carreira de Neymar, especialmente neste ciclo de Copa do Mundo que desembocará no Catar-2022. E mais uma delas pode estar a caminho, já que o atacante deixou o treino da seleção brasileira, nesta quarta-feira, com dores no pé direito. Assim, virou dúvida para o amistoso contra a Coreia do Sul, na quinta-feira.

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Se não puder entrar em campo, Neymar estará diante de uma situação frequente nos últimos tempos. Seja por questões físicas naturais, seja por choques com adversários, o brasileiro tem sido refém das lesões e, consequentemente, tornado-se um desfalque comum. O torcedor do PSG sabe bem disso: segundo levantamento do GLOBO, desde que chegou à França, há cinco temporadas, o brasileiro disputou apenas 144 das 268 partidas jogadas pelo clube, o que corresponde a 53,7% do total. Muitas dessas baixas foram por contusão. No mesmo período, Mbappé entrou em campo 217 vezes — índice que extrapola os 80%.

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Entre os problemas mais graves de Neymar estão duas lesões no metatarso no pé direito. A primeira delas, em fevereiro de 2018, portanto ainda no clico anterior, levou a 85 dias de baixa e fez com que o craque chegasse à Copa da Rússia abaixo de seu potencial físico. Menos de um ano depois, em janeiro de 2019, uma questão semelhante fez com que ficasse fora por 90 dias e desfalcasse o PSG nos dois jogos das oitavas de final da Liga dos Campeões, quando o Manchester United avançou. Os dados são do site Transfermarkt.

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De junho a agosto do mesmo ano, uma ruptura de ligamentos do tarso levou a mais dois meses de ausência. Antes que 2019 terminasse, Neymar ficou mais 37 dias fora com uma lesão na coxa. Já entre dezembro de 2020 e janeiro de 2021, problemas na tibiotársica afastaram o brasileiro por mais 27 dias. Constam ainda, entre problemas menores, uma contusão no músculo adutor entre fevereiro e março de 2021 (fora por 36 dias) e uma entorse do tornozelo entre novembro de 2021 e fevereiro de 2022 (73 dias ausente).

Consideradas somente as partidas da seleção no período, também afetadas pelos problemas físicos acima, a frequência é, outra vez, baixa: Neymar ajudou os comandados de Tite em 27 de 46 duelos disputados da Rússia até aqui, entre jogos oficiais e amistosos. Apenas 58,7% de presença.

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