Nicaragüenses no exílio exigem saída de Ortega

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Nicaraguenses exilados na Costa Rica manifestam-se em San José (AFP/Ezequiel BECERRA)
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Agitando bandeiras da Nicarágua e aos gritos de "Viva a Nicarágua livre!", cerca de 1.000 nicaraguenses exilados na Costa Rica fizeram uma passeata em San José para exigir a saída do presidente de seu país, Daniel Ortega, que se prepara para ser eleito neste domingo pela quarta vez, após a prisão dos principais candidatos opositores.

“Buscamos que esse casal diabólico deixe o país e a democracia retorne", disse Marcos Martínez, referindo-se a Ortega e à sua mulher, Rosario Murillo, porta-voz do governo e vice-presidente desde 2017. “Não é possível que vamos ser governados por um presidente que tem apenas 6% de aceitação no país”, criticou.

Vários participantes consideraram a eleição de hoje uma farsa, uma vez que sete opositores aspirantes à presidência estão presos desde junho, acusados de conspiração e traição à pátria. OEA, Estados Unidos e União Europeia consideram que as eleições não se realizam em condições livres.

O protesto teve a participação das “Mães de Abril”, grupo que representa as pessoas que perderam seus filhos durante as manifestações de 2018 reprimidas pelo governo Ortega. Mais de 300 pessoas morreram nos protestos, a maioria jovens da oposição. Também participaram grupos camponeses, que têm representantes presos na Nicarágua.

“Não queremos ditadores, nem ser governados por criminosos que mataram nossos filhos", disse Tatiana Mayorga, exilada desde 2018, logo após o assassinato de seu genro, Humberto Parrales, 40, e de seu neto Noel Calderón, 19.

Manifestações semelhantes foram organizadas em Barcelona, Miami e na Cidade da Guatemala. “O que Ortega está fazendo é um circo, uma farsa, já sabemos que ele irá se reeleger sob as condições de repressão em que vem mantendo o país nos últimos três anos”, disse à AFP Urzula González, 38, em uma praça da Guatemala.

A Costa Rica é o país que mais recebeu exilados da Nicarágua desde o início dos protestos, em abril de 2018. Foram 103.500, segundo a Diretoria de Migração e Estrangeiros.

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