Nike acompanha "de perto" caso de filho de Tite que curte postagens preconceituosas na internet

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Principal patrocinadora da seleção, a Nike disse que acompanha "de perto" o caso do filho de Tite, Matheus Bachi, que curtiu postagens preconceituosas em redes sociais.

Membro da comissão técnica da seleção brasileira, ele deu likes em textos e memes com transfobia, machismo e violência de gênero.

Questionada pelo Globo, a Nike se posicionou por meio de nota e disse que "estamos acompanhando de perto a situação. A Nike repudia veementemente toda e qualquer forma de discriminação ou preconceito."

A empresa, no entanto, não respondeu se o assunto já foi abordado com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) nem se foi feito algum pedido à entidade.

Na mesma nota, a Nike disse: “A Nike não comenta detalhes de contratos respaldados por cláusulas de confidencialidade”

O Itaú, também questionado pelo Globo, falou que não iria se pronunciar sobre o caso.

A reportagem procurou alguns dos principais patrocinadores da CBF e aguarda as respostas.

Bachi apareceu como uma das pessoas que tinha curtido comentários no Instagram do jogador de vôlei Maurício Souza, que foi desligado do Minas Tênis acusado por post homofóbicos. Torcedores pressionaram os patrocinadores do clube e ele foi demitido.

Em uma das publicações curtidas por Bachi, há a comparação das pessoas trans aos Transformers, numa imagem em que aparecem três banheiros: um para homens, outro para mulheres e um terceiro para os Transformers.

Em outra, mostra a capa da série "The Handmaid´s Tale" com a chamada "Homens têm medo de que as mulheres riam deles, mulheres têm medo de que os homens a matem". A legenda abaixo do post diz: "Só li verdades".

Sobre o tema, Tite falou durante a entrevista de convocação da seleção. Bachi ainda não se posicionou sobre o caso.

– Todo preconceito não deve existir, estamos num processo de igualdade na sociedade, seja de cor, raça ou sexo – disse Tite.

A CBF soltou a seguinte nota:

"A CBF tomou conhecimento dos fatos e conversou diretamente com o funcionário citado, que reconheceu seu erro ao 'curtir' o post, pois não compartilha de tal opinião. A Confederação reforça seu compromisso com um futebol livre de qualquer preconceito ou discriminação. Por meio da campanha 'Todos Iguais', existente há quase uma década, defende um esporte solidário e que integre todas as cores, origens, crenças, gêneros ou condições físicas, utilizando como plataforma de divulgação suas competições e atividades da Seleção Brasileira.".

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