Nike vetou nomes religiosos de camisas da Seleção Brasileira, não só os cristãos

Camisa da Seleção Brasileira de futebol, da Nike (Foto: Corbis via Getty Images / AMA)
Camisa da Seleção Brasileira de futebol, da Nike (Foto: Corbis via Getty Images / AMA)

Circula nas redes sociais que a Nike teria vetado o uso de nomes cristãos da personalização das camisas da Seleção Brasileira. O conteúdo chegou a ser publicado pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) em seu perfil do Twitter com o comentário "cristofobia". A manchete compartilhada por ele dizia "Nike faz acordo com MPF e proíbe termos cristãos em personalização de camisas da Seleção". Mas essa informação é enganosa, uma vez que foram vetados não somente nomes cristãos, mas religiosos em geral. Também é proibida a personalização com termos políticos, racistas e com palavrões.

Captura de tela de uma publicação alegando que a Nike vetou termos cristãos de camisas personalizadas da Seleção Brasileira (Foto: Twitter / Reprodução)
Captura de tela de uma publicação alegando que a Nike vetou termos cristãos de camisas personalizadas da Seleção Brasileira (Foto: Twitter / Reprodução)

Após o lançamento das camisas oficiais para venda no site da Nike, usuários reclamaram nas redes sociais sobre a impossibilidade de personalização com nomes ligados a religiões de matrizes africanas como “Exu” e “Ogum” e a permissão de nomes cristãos como “Jesus” e “Cristo”.

O MPF (Ministério Público Federal) interveio no caso para apurar uma possível discriminação religiosa, já que as diretrizes da marca já proibiam o uso de termos religiosos, mas na prática seguia permitindo palavras cristãs. O MPF então firmou um acordo com a Nike para que ampliasse o rol de termos entendidos como religiosos. De acordo com as normas da empresa também não é permitida a personalização com o uso de palavras de cunho político, racista e também com palavrões.

Portanto, a proibição não se voltou apenas a termos cristãos, a exclusão dos termos cristão visou atender à regra que já proibia termos religiosos de maneira geral. A Nike informou ao Lance! que seu “sistema é atualizado, constantemente, visando cobrir o maior número de palavras possíveis que se encaixem nesta regra”.

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A informação completa – de que outros termos religiosos também não são permitidos pela Nike – é informada no corpo do texto que aparece na captura de tela compartilhada pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro no Twitter.