Por que ninguém deveria dormir menos de seis horas

Dormir o tempo suficiente é essencial. Foto: Getty Images

Na Espanha, quase três milhões de pessoas costumam dormir menos de seis horas, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística. Essa falta de descanso pode causar diversos transtornos, além de estar associada ao amento do risco de doenças graves, como diabetes e câncer.

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Além disso, a idade e o estado de saúde influenciam muito as possíveis consequências da falta de sono. Há evidências científicas recentes que demonstram isso, entre elas um estudo publicado no Journal of the American Heart Association, a revista pública da Associação Americana do Coração. Esse estudo afirma que os adultos com hipertensão, diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares ou antecedentes de infarto que dormem menos de seis horas por dia apresentam alto risco de câncer e de morte prematura.

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Ter uma rotina de sono normal é "um fator de proteção para pessoas com essas doenças, diante dos riscos associados", conta ao El Español o principal pesquisador do estudo, Julio Fernández-Mendoza, psicólogo do sono e professor da Faculdade Estadual de Medicina da Pensilvânia.

Para comprovar isso, os pesquisadores reuniram dados de mais de 1.600 adultos entre 20 e 74 anos, dos quais mais da metade eram mulheres. Os resultados não deixam dúvidas:

  • As pessoas com diabetes adquirida ou hipertensão que dormiam menos de seis horas demonstraram o dobro de possibilidades de sofrer um acidente cardiovascular fatal.

  • As pessoas com doenças cardíacas que não seguiam as recomendações de sono apresentaram três vezes mais chances de morrer de câncer.

  • Por outro lado, o aumento do risco desapareceu para os diabéticos e hipertensos que dormiam mais de seis horas. 

Isso confirma a veracidade das normas consideradas saudáveis por excelência e a recomendação estabelecida por todos os órgãos nacionais e internacionais que cuidam da nossa saúde: precisamos dormir sete horas por dia para ter um coração forte e evitar doenças graves.

"Dormir bem é fundamental para evitar doenças em geral, mas, concretamente, quem dorme pouco corre mais risco de pegar gripes e resfriados, e também de contrair doenças infecciosas", afirma Javier Albares, diretor da Unidade de Pesquisa da Clínica do Sono Estivill.

Aterosclerose e problemas cardiovasculares graves

Há muitas evidências que comprovam essas conclusões, como o estudo desenvolvido pelo Centro Nacional de Pesquisas Cardiovasculares (CNIC) e publicado no Journal of the American College of Cardiology (JACC), que demonstra pela primeira vez que as pessoas que dormem menos de seis horas por noite têm maior probabilidade de sofrer um transtorno cardiovascular, como infarto ou derrame.

Outra pesquisa, conduzida pelo cardiologista Valentín Fuster, diretor geral do CNIC, conclui que quem dorme menos de seis horas por dia corre um risco 27% maior de sofrer aterosclerose do que as pessoas que dormem de sete a oito horas.

Assim, essa descoberta adiciona um oitavo fator de risco associado a essa doença, provocada pelo acúmulo de gordura e colesterol nas paredes das artérias. "Percebemos que a falta de sono propicia o início da doença, assim como obesidade, pressão alta, colesterol alto, hiperglicemia, tabagismo, falta de exercício físico e má alimentação, como consumo excessivo de sal ou bebidas açucaradas", explica o cardiologista.

Para ter um bom descanso, a Sociedade Espanhola do Sono recomenda a adoção de hábitos saudáveis, como evitar cafeína, praticar esportes e eliminar ruídos do ambiente para dormir.

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