Nissan Frontier: um retoque caprichado faz grande diferença

Jason Vogel
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Lançada no Brasil em março de 2017, a atual geração da Nissan Frontier (nome-código D23) está passando por sua primeira grande cirurgia plástica na Ásia. A marca mostrou oficialmente esta semana as fotos da picape rejuvenescida.

A primeira fábrica a incorporar as novidades é a da Tailândia, que exporta o modelo para boa parte da Ásia, além de Austrália e Nova Zelândia. Em seguida, a Nissan do México adotará mesmas as modificações — de olho, principalmente, no mercado dos Estados Unidos, que até hoje recebe a Frontier de segunda geração (aquela que estreou aqui em 2007!).

As Frontier vendidas no Brasil vêm da Argentina. A Nissan não confirma oficialmente, e muito menos divulga datas, mas a fábrica de Córdoba receberá um investimento de US$ 130 milhões para modernizar a picape.

A novidade mais visível é a enorme grade inspirada na da “irmã maior” Nissan Titan, feita nos EUA. Os faróis ganham dois andares de LEDs em formato retangular-quase-quadrado. Com isso, e mais o novo capô e o novo para-choque, a frente ganhou jeitão mais parrudo.

Atrás, mudam as lanternas e a tampa da caçamba, que traz o nome Frontier (ou Navara, dependendo do país) em baixo relevo. Foram feitas modificações no eixo traseiro para aumentar a capacidade de carga.

A central multimídia é nova e o volante é bem parecido com o do Kicks e o do novo Versa. O pacote eletrônico de segurança inclui aviso de colisão frontal, frenagem autônoma de emergência, alerta de ponto cego, auxílio de permanência na faixa e câmeras com visão de 360 graus para facilitar a vida na hora de estacionar.

Além da versão mais “careta”, com grade cromada, a Nissan divulgou fotos de uma invocada versão Pro-X, sem brilhos e com placas da Austrália — daria uma bela substituta para a Attack. O motor continua a ser o 2.3 biturbo a diesel, de 190cv.

O chassi já evoluiu

Vale dizer que a versão argentina da Frontier já traz, desde 2018, reforços no chassi e mudanças na suspensão e na direção que deram mais estabilidade e robustez ao modelo. São modificações aproveitadas da “irmã” Mercedes-Benz Classe X, um projeto que foi abortado. Assim, no quesito “acerto de chão”, a picape Nissan produzida no Mercosul já estava quilômetros à frente da asiática...

A mesma fábrica argentina começou a produzir recentemente a Renault Alaskan — trata-se de uma Frontier com outra frente, para ser vendida nas concessionárias da marca francesa. Essa Renault com caçamba, contudo, não deverá ser vendida no Brasil.