Niterói abre quase mil vagas de emprego em novembro

Giovanni Mourão
Representante da categoria explica que explica que, além das festas de fim de ano, a Black Friday e a liberação do saque do FGTS impulsionaram contratações no comércio

NITERÓI — A cidade registrou a abertura de 952 vagas de emprego em novembro: o melhor índice do ano. O principal setor responsável pelo aquecimento do mercado de trabalho foi o comércio, contratando 694 trabalhadores. Até outubro, a cidade acumulava o fechamento de 946 vagas ao longo do ano, mas a forte recuperação registrada em novembro fez o cenário se inverter: de janeiro a novembro, foram abertas 19 vagas na cidade. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério da Economia.

Charbel Tauil, presidente do Sindicato dos Lojistas do Comércio de Niterói (Sindilojas Niterói), estima que os números de dezembro permanecerão positivos. Ele explica que, além das festas de fim de ano, a Black Friday e a liberação do saque do FGTS impulsionaram as contratações:

— Além dos eventos de fim de ano, a liberação do FGTS contribuiu para que as lojas vendessem mais e, consequentemente, também contratassem mais. Em novembro deste ano, contratamos 24% a mais de trabalhadores do que no mesmo mês de 2018, quando houve 561 admissões. Isso mostra a força e a importância do comércio para a economia da cidade.

Além do comércio, o setor de serviços também impulsionou a melhoria no indicador, admitindo 227 trabalhadores. A indústria niteroiense também fechou o mês com bons números, empregando 136 pessoas.

Em direção inversa, na construção civil, ocorreram 69 desligamentos. Em situação semelhante, o ramo de serviços industriais de utilidade pública — que incluem atividades como transporte coletivo, energia elétrica, gás e telefone — fechou 19 vagas. A agropecuária e a administração pública, respectivamente, foram responsáveis por 14 e três demissões em novembro, respectivamente.

Consolidado do ano

Dentre os sete setores avaliados, considerando os números registrados de janeiro até novembro, dois ainda seguem no negativo: o comércio, que fechou 473 postos de trabalho, e a administração pública, com menos 24 empregados.

Por sua vez, o ramo de serviços lidera o ranking de admissões no ano, com 282. Em seguida, vem os serviços industriais de utilidade pública, com 158, e a indústria, com 56. Com números tímidos, mas positivos, estão a construção civil (11) e a agropecuária (6).

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