Niterói: Axel Grael vence em primeiro turno

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Foto: ROBERTO MOREYRA / Agência O Globo
Foto: ROBERTO MOREYRA / Agência O Globo

O candidato Axel Grael (PDT) foi eleito com 62,5% para a prefeitura de Niterói. Ele é o candidato do atual prefeito Rodrigo Neves (PDT). Em segundo lugar ficou o candidato Flavio Serafini (PSOL) com 9,83%. Em terceiro, Allan Lyra (PTC) com 9,42%.

Os candidatos à prefeitura de Niterói votaram logo pela manhã. Representando a situação, Axel Grael (PDT) votou por volta de 10h30 no Instituto Gaylussac, em São Francisco. Acompanhado de sua esposa, do atual prefeito Rodrigo Neves, e de seu candidato a vice, Paulo Bagueira (SD), o pedetista se disse otimista sobre o resultado das urnas.

Grael não compareceu a nenhum dos debates promovidos por diferentes instituições da cidade neste primeiro turno. Questionado se participaria de um debate caso avance ao segundo turno, o pedetista foi evasivo.

O candidato do PSOL, Flavio Serafini, que ficou em terceiro lugar na majoritária de 2016, foi outro a lamentar a ausência de Grael nos debates e disse que sentiu o crescimento de sua candidatura nos últimos dias de campanha. Ele votou na Faculdade de Direito da UFF.

Alguns dos mais movimentados locais de votação de Niterói viraram forte ponto de boca de urna na manhã deste domingo. Aglomerados e balançando bandeiras nos arredores da Universidade Anhanguera, na Avenida Visconde de Rio Branco (Centro), mais de uma dezena de cabos eleitorais de diferentes candidatos a vereador distribuíam santinhos, tentando convencer os eleitores que transitavam pelo local.

Numa das abordagens, por volta de 8h45, uma das "militantes", sem máscara, pedia a uma idosa que ela votasse em seu candidato: "Ele está ajudando a gente, os camelôs", suplicava. Em meio a centenas de santinhos espalhados pelo chão, um homem, ao perceber a presença da reportagem, gritou: "Está todo mundo muito junto, dispersa, dispersa".

Na Rua Fróes da Cruz, na lateral dr um local de votação, havia um carro da Polícia Militar que nada fez para coibir as ilegalidades. Uma viatura da Polícia Civil passou em frente ao local e buzinou na tentativa de dispersar os cabos eleitorais. Porém, assim que foi embora, a prática vedada pela legislação foi retomada.