Niterói prorroga medidas restritivas até 18 de abril

Giovanni Mourão
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NITERÓI — As medidas de restrição para prevenção do coronavírus, que venceriam neste domingo, permanecem em vigor até o dia 18. O decreto de prorrogação será publicado no Diário Oficial deste sábado (10). Sendo assim, continuam suspensos o atendimento presencial de bares, restaurantes, boates, museus, bibliotecas, cinemas, teatros, salões de beleza, barbearias, clubes, quiosques e academias. O banho de sol e de mar nas praias também segue proibido.

No novo decreto, a prefeitura também passa a proibir, a partir de segunda-feira, que restaurantes funcionem no sistema take away: agora, somente poderão trabalhar com delivery. O texto prevê ainda um maior controle nos supermercados, que agora só poderão vender produtos essenciais, como alimentos, bebidas e produtos de higiene e limpeza.

Em uma semana, Niterói registrou 30 mortes por Covid, o maior número desde o início da pandemia. Em paralelo, na quinta-feira, a Fundação Municipal de Saúde (FMS) anunciou que quase 95 mil moradores já tinham sido vacinados contra a doença, o que representa cerca de 18,4% da população niteroiense, índice duas vezes superior ao registrado no estado do Rio, de 9,2%, e no Brasil, de 10,5%.

A cidade segue no estágio Laranja, somando 11 pontos na planilha de indicadores da Covid-19 nesta sexta-feira. A piora persiste, principalmente, devido às taxas de ocupação de leitos de UTI: 82% na rede pública e 90% na rede privada.

Em live transmitida pelas redes sociais da prefeitura na quarta-feira, o secretário de Saúde, Rodrigo Oliveira, alertou para uma maior incidência de jovens internados em UTIs por Covid.

— Hoje, o Hospital Oceânico chegou ao número de 121 internados, o maior desde março de 2020. O número de pacientes de 30 a 39 anos mais do que dobrou entre fevereiro e março — disse Oliveira.

Segundo a prefeitura, Niterói somava, até esta quarta-feira, 31.529 casos de Covid, que resultaram em 969 mortes e uma taxa de letalidade é de 3%. Os dados, porém, divergem dos apresentados pela Secretaria estadual de Saúde, que contabiliza 1.304 mortes na cidade, elevando a letalidade a 4,1%.

A FMS esclarece que a divergência ocorre porque a pasta exclui nomes duplicados e contabiliza apenas pacientes que moram em Niterói, uma vez que a cidade “tem rede hospitalar maior do que as cidades do entorno, o que leva pacientes de outros municípios, especialmente do Leste Fluminense, a procurarem auxílio médico aqui”, justifica.

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