Niterói tem 70 trabalhadores demitidos em abril, primeiro saldo negativo em dez meses

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NITERÓI — Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados semana passada apontam que Niterói teve saldo de 70 demissões em abril. O número é resultado de 3.170 desligamentos contra 3.100 admissões. É a primeira vez, desde julho, que a cidade registra saldo negativo na geração de empregos.

Como já era previsto em razão da restrição de atividades comerciais em abril, devido ao agravamento da pandemia, o comércio foi o setor mais afetado, desligando 221 trabalhadores.

A indústria, por sua vez, demitiu 23 funcionários. O setor não registrava saldo mensal negativo desde junho de 2020, quando 16 foram demitidos: na contramão dos demais ramos econômicos, a indústria vinha resistindo à pandemia e registrou mais contratações do que demissões por dez meses consecutivos.

Com 124 novos funcionários, a construção teve o melhor desempenho do mês. A agropecuária fechou abril com 35 admissões, apesar de sua fraca atuação na cidade. O setor de serviços, o que tem maior volume de empregados, contratou apenas 15.

No acumulado de 2021, somente o comércio, com 543 vagas fechadas, soma mais demissões do que admissões. Serviços contratatou 621 trabalhadores; e a indústria, 397. A construção e a agropecuária registraram, respectivamente, 341 e 55 novos empregos.

Charbel Tauil, presidente do Sindicato dos Lojistas do Comércio de Niterói (Sindilojas), lamenta os maus resultados do setor em abril, atribuindo o problema à falta de diálogo entre a categoria e a prefeitura.

— Em abril, muitas atividades comerciais foram fechadas devido à pandemia, sem que fossem oferecidas alternativas de compensação suficientes, o que resultou em demissões. É preciso que o município tenha um olhar mais cuidadoso para o nosso setor, que é essencial para o desenvolvimento econômico da cidade — afirma.

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