No 4º dia de contagem, segundo turno no Equador segue indefinido

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A disputa para decidir quem vai enfrentar Andrés Arauz no segundo turno da disputa à Presidência do Equador, em 11 de abril, segue voto a voto entre o líder indígena esquerdista Yaku Pérez e o ex-banqueiro conservador Guillermo Lasso. Com 96,72% das urnas apuradas, ainda não é possível dizer quem ocupará a vaga, já que Pérez tem 19,66% dos votos computados, enquanto Lasso soma 19,6%. Na manhã desta quarta-feira (10), o líder indígena chamou uma vigília dos votos em Guayaquil, segundo o jornal El Universo. Do lado de fora da Delegação Eleitoral de Guayas, onde está sendo realizada a contagem, seus apoiadores, munidos de bandeiras coloridas, entoavam "se vê, se sente, Yaku presidente". Pérez diz que há uma falta de transparência na apuração, segundo o veículo equatoriano. Ele pediu ainda para que seus apoiadores mantenham a calma, o que surtiu pouco feito. Mais tarde nesta quarta, o líder indígena e representantes de seu partido foram convidados a se retirar da Junta Eleitoral de Guayas, após acusar a existência de votos escondidos. Com a diferença de votos entre ele e Lasso -atualmente em 4.000- caindo conforme avança a apuração, Pérez afirmou, de acordo com El Universo, que, "nesse ritmo, é óbvio que [Lasso] vai me ultrapassar". Já o rival se diz confiante de que estará no segundo turno. "Mas o meu sistema de controle eleitoral não é a autoridade, mas sim o CNE [Conselho Nacional Eleitoral], e vamos esperar que fale. Mantemos absoluta fé e tranquilidade de que estaremos no segundo turno", afirmou nesta terça (9) a jornalistas após uma reunião virtual com o CNE e a Missão Eleitoral da Organização dos Estados Americanos (OEA), segundo o jornal equatoriano. Com a demora na publicação dos resultados do pleito realizado no domingo (7), o presidente do Equador, Lenín Moreno, fez um apelo ao CNE. "O país precisa dos resultados, mas também de total confiança nesses resultados", disse em comunicado divulgado na rádio e televisão nesta quarta. O mandatário também solicitou às autoridades eleitorais que "atendam a todos os pedidos de revisão" de votos e o façam "com a maior transparência". "Temos o objetivo de conduzir um processo transparente", afirmou a chefe da CNE, Diana Atamaint. Moreno, que não concorreu à reeleição e deixa a presidência enfraquecido, pediu ainda aos candidatos que mostrassem "sua vocação democrática e o máximo cuidado pela paz social". Os Estados Unidos, a missão da OEA e a Igreja Católica no Equador pediram tranquilidade durante a espera pelos resultados oficiais finais.