No ar em 'Um lugar ao sol', Indira Nascimento celebra carinho do público: 'As pessoas escrevem coisas como 'corra, Janine!''

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Sabe aquele balanço de fim de ano em que costumamos analisar a vida em retrospecto? Indira Nascimento já fez o dela, e o resultado foi altamente positivo. “Estou num excelente momento profissional, conseguindo expandir o meu alcance”, avalia a atriz paulistana, de 30 anos. “Olho para dentro e noto o quanto estou feliz.” No ar coma sua primeira atuação numa novela das nove, ela tem se encantado com a recepção do público, que torce calorosamente pela doce Janine de “Um lugar ao sol”, da TV Globo.

Na trama, a moça tem a autoria de um texto escrito por ela roubada pela amiga Bárbara, interpretada por Alinne Moraes, o que despertou a ira do público. “As pessoas escrevem coisas como ‘corra, Janine!’, para que ela não seja lesada. Uma menina me revelou ter passado por uma situação semelhante, quando o próprio professor lhe roubou um trabalho na faculdade”, relata a atriz. Antes de receber o retorno, porém, Indira sabia que a história não se resumia a coisa de novela. “Esse comportamento de pessoas brancas abastadas que usam o sujeito negro ao máximo e tentam tirar proveito de todos os jeitos possíveis acontece desde o Brasil Colônia.”

Por outro lado, a própria Janine, como adianta a atriz, também terá atitudes que, talvez, as pessoas não considerem nobres. E Indira acha isso ótimo. “Tudo isso faz parte da nossa humanidade, e me interessa cada vez mais contar histórias que honrem a subjetividade e explorem nossas emoções e vulnerabilidades.”

A análise toca no cerne de seu monólogo “Ensaio sobre ter voz”, em que a atriz mistura ficção à própria história para falar sobre esses temas. Lançado durante a pandemia, o projeto é exibido no formato virtual e ganhou, recentemente, duas apresentações presenciais em São Paulo, onde ela mora. “Foi muito especial. Assim que puder, quero levá-lo ao Rio.”

Antes disso, ela espera se encontrar com o público também nas salas de cinema. Indira está no elenco de “Medida provisória”, filme de Lázaro Ramos que ainda não tem previsão de entrada no circuito comercial em função de imbróglios com a Ancine. O longa mostra um Brasil distópico, em que um governo autoritário ordena aos cidadãos negros que se desloquem para a África. “A obra traz uma discussão muito importante e talvez por esse motivo esteja sofrendo tudo isso, com esse desgoverno que temos no país”, protesta. “Não vejo a hora de vê-lo lançado. O cinema é uma arte fundamental para nos ajudar a desenvolver o senso crítico.”

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