No Botafogo, Castro tenta se aproximar de aproveitamentos que renderam títulos no Catar e na Ucrânia

A vitória do Botafogo por 1 a 0 sobre o São Paulo, na rodada anterior do Campeonato Brasileiro, serviu para dar tranquilidade ao técnico Luis Castro. Apesar de respaldado pelo empresário John Textor e não correr risco direto de demissão, as cobranças dos torcedores já subiam o tom após as derrotas recentes. Mas diante do Internacional hoje às 18h (de Brasília), no Beira-Rio, o português não precisa apenas vencer para não deixar o clima de desconfiança retornar. Também visa para se aproximar do aproveitamento que rendeu títulos nos trabalhos anteriores.

Castro tem tido mais dificuldades no início no alvinegro do que em suas últimas passagens. São 14 jogos à frente do Botafogo com seis vitórias, três empates e cinco derrotas — aproveitamento de 50%. Neste momento, a proximidade da zona de rebaixamento preocupa apesar de estar no bolo que também está perto do G6 do Brasileiro.

Ainda mais porque neste mesmo período em seus dois trabalhos de maior destaque, o aproveitamento era consideravelmente melhor. No Al-Duhail, do Catar, por exemplo, tinha dez vitórias, dois empates e duas derrotas. Um ótimo retrospecto de 76,19% dos pontos conquistados. Lá, conquistou a Copa do Emir.

Já no Shakhtar Donetsk, na Ucrânia, ergueu a Liga Ucraniana e teve um início avassalador: somou 12 vitórias e duas derrotas — aproveitamento de 85,71%. Para ter noção, se Luis Castro conseguisse repetir esse início com o Botafogo no Brasileiro, o alvinegro seria o líder da competição.

Essa dificuldade é explicada nas diferenças culturais dos países e principalmente no fator torcida. Na Ucrânia, Castro sempre teve a arquibancada ao seu lado devido ao belo início de trabalho. No Catar, pouco foi cobrado porque não há uma massa organizada no país como há no Brasil.

No Nilton Santos, o português está tendo que lidar com cobranças, vaias e recentemente até a invasão ao Espaço Lonier, CT do clube, na última quarta-feira. Para afastar a pressão, Castro terá que se adaptar o quanto antes ao novo cenário e a nova cultura.

Diante do Internacional, a tendência é que o zagueiro Joel Carli continue como titular mesmo se Luís Castro retornar ao esquema antigo com dois zagueiros, com dois zagueiros. Isso porque Kanu e Victor Cuesta estão suspensos para a partida contra o Internacional — o argentino atuou diante do São Paulo porque o técnico português optou pela formação com três zagueiros.

Pelo lado do Internacional, o clima é de comemoração pela boa fase com o técnico Mano Menezes. Mas o comandante terá problemas para escalar a equipe. Primeiramente porque não poderá contar com o volante Rodrigo Dourado. O atleta foi liberado para viajar ao México e realizar exames médicos no Atlético San Luís, que acertou a contratação do jogador.

O lateral-esquerdo Renê se recupera de lesão muscular na coxa esquerda e segue fora. Moisés ganha sequência na posição. Já o meia Carlos De La Pena e o atacante Taison voltam a estar à disposição após cumprirem suspensão na rodada anterior por terrem recebido o terceiro cartão amarelo.

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