No Brasil, 12 estados têm taxa de ocupação de leitos de UTI acima dos 90%, alerta Fiocruz

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RIO DE JANEIRO, BRAZIL - MAY 27: A view of the COVID-19 intensive Care Unit in Rio De Janeiro, Brazil on May 27, 2021. Brazil confirms more than 2,245 deaths by covid-19 and the total reaches 456,674, deaths. The Ministry of Health confirmed this Thursday (27.ma.2021) another 2,245 victims of covid-19 in Brazil, bringing the total number of deaths to 456,674, in addition to 67,467 new cases in 24 hours. Now, the number of confirmed diagnoses is 16,342,162. (Photo by Fabio Teixeira/Anadolu Agency via Getty Images)
Ao todo, 21 estados brasileiros estão com ocupação de leitos de UTI para covid-19 acima dos 60% (Foto: Fabio Teixeira/Anadolu Agency via Getty Images)
  • 12 estados brasileiros têm ocupação de leitos de UTI acima de 90%

  • O único estado com ocupação abaixo dos 50% é o Acre

  • Especialistas da Fiocruz alertam para a necessidade de mais medidas não-farmacológicas para evitar agravamento da pandemia

Entre as 27 unidades da federação, o Brasil tem 12 estados com ocupação de leitos de UTI para covid-19 acima de 90%. O estado com a situação mais preocupante é o Mato Grosso do Sul, com 107% de ocupação, seguido por Sergipe, onde o índice é de 99%.

Os dados são do Boletim do Observatório Covid-19 Fiocruz, divulgado na última quarta-feira (9). A instituição alerta que o cenário é de alto risco e exige atenção e prudência. Os números comprovam que a taxa de transmissão do coronavírus no Brasil ainda é alta

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Os estados com maior ocupação de leitos são:

  • Mato Grosso do Sul: 107%

  • Sergipe: 99%

  • Pernambuco: 97%

  • Santa Catarina: 97%

  • Paraná: 96%

  • Tocantins: 94%

  • Rio Grande do Norte: 94%

  • Ceará: 93%

  • Alagoas: 91%

  • Maranhão: 90%

  • Goiás: 90%

  • Distrito Federal: 90%

A única região onde sem ocupação acima dos 90% é a Sudeste. O único estado que está fora da zona de alerta é o Acre, onde a ocupação é de 41%.

Outros nove estados estão com ocupação entre com ocupação entre 80% a 89%:

  • Piauí: 88%

  • Roraima: 87%

  • Mato Grosso: 87%

  • Bahia: 84%

  • Rio Grande do Sul: 84%

  • Minas Gerais: 82%

  • São Paulo: 81%

  • Rio de Janeiro: 81%

  • Paraíba: 80%

Na zona intermediária de alerta, com índices entre 60% e 80% estão Rondônia (62%), Amazonas (61%), Pará (78%), Amapá (68%) e Espírito Santo (68%).

Terceira onda de covid-19

Segundo o estudo, ainda é cedo para falar em uma terceira onda de covid-19 no Brasil. Ao mesmo tempo, os pesquisadores apontam que não se pode falar em queda no número de novos casos e mortes pela doença.

O boletim alerta para a necessidade de adotar medidas de mitigação para evitar que a situação fique ainda pior. “É muito importante a utilização de medidas não-farmacológicas, que têm como objetivo reduzir a propagação do vírus e o contínuo crescimento de casos, o que sobrecarrega as capacidades para o atendimento de casos críticos e graves e contribui para o crescimento de óbitos; medidas relacionadas ao sistema de saúde, que visam aliviar a sobrecarga dos serviços e também reduzir a mortalidade hospitalar por Covid-19, por desassistência e por outras doenças, bem como garantir o suprimento de insumos fundamentais para o atendimento; as políticas e ações sociais, cujo objetivo é mitigar os impactos sociais e sanitários da pandemia, principalmente para as populações e grupos mais vulneráveis.”

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