No DF, voluntários começam a receber vacina da Johnson & Johnson contra covid

Ana Paula Ramos
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Vials with a sticker reading, "COVID-19 / Coronavirus vaccine / Injection only" and a medical syringe are seen in front of a displayed Johnson & Johnson logo in this illustration taken October 31, 2020. REUTERS/Dado Ruvic/Illustration
Aplicação da vacina em voluntários começou no DF nesta quinta. (Foto: REUTERS/Dado Ruvic/Illustration)

As primeiras doses da vacina contra a covid-19 desenvolvida pela farmacêutica belga Janssen-Cilag, que integra o grupo Johnson & Johnson, começaram a ser testadas nesta quinta-feira (12) no Distrito Federal.

De acordo com o médico responsável pelos testes no DF, Eduardo Freire Vasconcellos, dez voluntários brasilienses receberam a dose do imunizante ou de um placebo.

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Ao todo, 800 voluntários participarão do estudo no Distrito Federal, realizado pelo Instituto L2IP. Parte receberá a imunização e o restante, um placebo. O objetivo é comparar os resultados dos dois grupos e determinar se a vacina realmente é eficaz contra o coronavírus.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) havia suspendido os testes de imunização contra a covid-19 em outubro, após um voluntário nos Estados Unidos apresentar resposta adversa grave.

No dia 2 de novembro, a agência permitiu a retomada da aplicação experimental da vacina. Em nota, a Anvisa afirmou que chegou à conclusão, após investigação do caso, que a “relação benefício e risco se mantém favorável e que o estudo poderá ser retomado”. Os testes foram pausados antes do início da aplicação no Distrito Federal.

A vacina está em sua terceira fase de ensaios, última antes da aprovação pelas autoridades reguladoras. A previsão é de que a aplicação do imunizante seja encerrada em fevereiro de 2021 e o estudo concluído em abril.

Vasconcellos, que também é diretor do instituto, explicou que os voluntários estão divididos em quatro grupos: jovens saudáveis, jovens com comorbidades, idosos saudáveis e idosos com comorbidades.

Será aplicada apenas uma dose, que deve imunizar os voluntários por dois anos.

CORONAVAC

Na quarta, a Anvisa autorizou a retomada dos testes clínicos da CoronaVac, a vacina contra a Covid-19 desenvolvida pelo Instituto Butantan, em São Paulo, em parceria com laboratório chinês Sinovac Biotech.

O estudo clínico havia sido paralisado pela Anvisa na noite de segunda-feira (9) alegando a ocorrência de um “evento adverso grave” com um voluntário do estudo. No entanto, o evento tratava-se de um suicídio de um voluntário, o que não tinha relação com a vacina.