No dia em que Brasil bate marca de 2,3 mil mortes por Covid-19, Pazuello diz que sistema de saúde não vai 'colapsar'

Leandro Prazeres
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BRASÍLIA – No dia em que o Brasil registrou a maior quantidade de mortes pela Covid-19 em 24 horas desde o início da epidemia no país, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, divulgou um vídeo afirmando que o sistema de saúde do Brasil não vai colapsar.

— Vivemos um momento grave no país com muitas perdas de vidas que foram causadas principamente pelas novas variantes do coronavírus. O nosso sistema de saúde está muito impactado, mas não colapsou e nem vai colapsar — afirmou Pazuello.

A declaração de Pazuello foi divulgada no mesmo dia em que dados do consórcio de veículos de imprensa do qual o GLOBO faz parte apontaram que o Brasil teve o maior número de mortes causadas pela Covid-19 em um único dia: 2.349. Ao todo, a epidemia já matou 270.917 pessoas e infectou 11.205.972.

Apesar das recentes interrupções na vacinação contra a doença em diversas cidades por falta de doses, Pazuello disse que o ritmo da imunização no Brasil segue “rapidamente”.

— Estamos avançando rapidamente com entregas semanais de novos lotes — disse o ministro.

Pazuello disse que o momento requer “união nacional” e pediu que a população siga “orientações básicas” para a proteção coletiva, mas não explicou que medidas seriam essas.

De acordo com o ministro, a previsão é de que até o final do mês sejam distribuídas 46 milhões de doses de vacina e que até o final de abril esse total chegue a 80 milhões.

Pazuello afirmou que o Brasil ocuparia o quinto lugar mundial em doses aplicadas de vacinas contra a Covid-19 e que, até o meio do ano, o país deverá ter imunizado metade da população vacinável.

Em meio à mudança no tom do governo em relação à vacinação contra a doença verificada nos últimos dias, Pazuello disse que a imunização será importante para a recuperação da economia do país.

— A vacinação de todos não só salvará mais vidas, como também terá papel crucial em evitar o agravamento da crise econômica e social — disse o ministro.

Sem mencionar o atraso na entrega de vacinas adquiridas pelo governo, Pazuello citou a suposta escassez de oferta de vacinas no mercado mundial.

— No mundo, hoje, não temos oferta regular de vacinas. Vários laboratórios não estão conseguindo cumprir suas entregas. Diante disso, cada país prioriza sua população — afirmou Pazuello.