No Dia Internacional da Mulher, Ciro Gomes chama ex-presidente Dilma de "aborto"

João de Mari
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Ciro Gomes, presidential candidate of the Democratic Labor Party, gestures before the start of a live, televised presidential debate in Rio de Janeiro, Brazil, Thursday, Oct. 4, 2018. Brazil will hold general elections on Oct. 7. (AP Photo/Silvia Izquierdo)
No final da conversa, no chamado "pinga-fogo" — quando o entrevistador faz perguntas intercaladas com as repostas do entrevistado —, Ciro foi questionado sobre a ex-presidente Dilma. De imediato, o ex-ministro disse: "Outro aborto que aconteceu na história brasileira". (AP Photo/Silvia Izquierdo)

O ex-ministro Ciro Gomes (PDT) chamou a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) de "aborto", durante entrevista ao UOL, nesta segunda-feira (8). Ciro era entrevistado pelo colunista do jornal Kennedy Alencar para falar sobre governo Bolsonaro, pandemia e eleições em 2022.

No final da conversa, no chamado "pinga-fogo" — quando o entrevistador faz perguntas intercaladas com as repostas do entrevistado —, Ciro foi questionado sobre a ex-presidente Dilma. De imediato, o ex-ministro disse: "Outro aborto que aconteceu na história brasileira".

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Antes disso, o pedetista havia afirmado que o também ex-presidente Fernando Collor de Mello era um "aborto que aconteceu na vida brasileira".

Porém, ao ser questionado sobre outros ex-presidentes, Ciro fez elogios. "Um grande estradista que conhecia o debate do regime, mas sabia do tamanho da complicação do Brasil. Foi o último que comprrendia o problema e a necesseidade de redesenhar a estrategia [do país]", disse sobre Tancredo Neves.

"Grande e extraordinario brasileiro", afirmou sobre Itamar Franco. "Maior estadista da história brasileira", disse sobre Getúlio Vargas. "Sem dúvidas, o maior segundo estadista", avaliou sobre Juscelino Kubitschek.

Ciro ainda cometou sobre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). "Um grande brasileiro que lambuzou-se no poder e perdeu a noção histórica", disse.

Mas Ciro criticou o debate sobre a elegibilidade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para as eleições de 2022.

"Não contem comigo para esse circo", disse. "Nós vamos ficar discutindo: o Lula é elegível? O Lula é inelegível? Olha, esse filme eu já vi. Não contem comigo. Não contem comigo para esse circo mambembe porque a tragédia brasileira não permite mais contemporização", afirmou ao jornal.

Oposição bolsonarista

Na visão de Ciro, a oposição ao governo Bolsonaro deveria estar "sentada na mesa" debatendo uma articulação contra o presidente e não "brigando entre nós".

"Quem é o mais importante líder do campo progressista brasileiro? O Lula. Tenho humildade de reconhecer. O Lula nunca aceitou essa conversa. Quando nós entabulamos essa conversa, até o Fernando Henrique [Cardoso, ex-presidente] veio, e o Lula simplesmente censurou o manifesto, que o mundo inteiro assinou, inclusive eleitores tradicionais dele. O Lula esculhambou, dizendo que não era Maria vai com as outras. O Lula só pensa em si. Depois de se pensar no PT, o Brasil vem em décimo quinto lugar", concluiu.

Mas, na opinião de Ciro, a condenação de Lula no caso do tríplex deve ser anulada. "Eu sustento que o [juiz, Sérgio] Moro é um idiota, ambicioso, inescrupuloso, e que semeou nulidades e, portanto, o processo que condenou o Lula no tríplex, na minha opinião, é nulo. E anulado, nesse processo, o Lula voltaria a ter as franquias. O povo vai pensar que ele foi inocentado, não... os atos [foram] presididos pelo juiz suspeito, que é bandido", disse.