No Dia Internacional do Livro; Antonio Fagundes, Thalita Rebouças, Mart'nália e outros artistas dão dicas literárias

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Mesmo com a passagem do tempo e com o avanço das tecnologias e do mundo digital, a literatura nunca deixa de ter um lugar especial em todas as culturas do planeta. Aliás, filmes, séries e novelas vivem bebendo nessa fonte para buscar novas inspirações e recriar grandes clássicos.

E o Dia Mundial do Livro não poderia ser comemorado em uma data mais simbólica como a de hoje, 23 de abril. Foi neste dia, em 1616, que houve o sepultamento e a morte respectivamente de Miguel de Cervantes, autor de “Dom Quixote”, e de William Shakespeare. Nomes que notoriamente influenciaram todas as histórias escritas depois deles, seja em que mídia for.

Para celebrar a data comemorativa, o EXTRA fez uma busca nas cabeceiras de algumas personalidades do mundo artístico para saber quais livros andam sendo folheados por eles e pediu para que essa turma compartilhasse boas dicas. Tem desde grandes clássicos mundiais a títulos recém-lançados. Histórias reais e de ficção. Livros do coração e novas paixões literárias. Confira aqui e comece logo a sua nova leitura!

Vamos às dicas!

O novo romance brasileiro

No ar como a Tina de “Quanto mais vida, melhor”, Agnes Brichta indica os dois primeiros títulos de uma escritora paulista, de 35 anos, que lançou o primeiro romance em 2017 e já toca o coração da atriz. “ ‘O peso do pássaro morto’ e ‘Pequena coreografia do adeus’, dois livros de Aline Bei, foram leituras que conversaram muito comigo e me marcaram. Acho linda a sensibilidade poética com que ela trata temas tão pesados!”, avalia Agnes.

Ana Clara nas sombras

A apresentadora Ana Clara Lima, que comanda quadros do “BBB” e do “No limite”, é uma leitora voraz e costuma publicar dicas literárias nas redes. Ao EXTRA, ela contou que agora está lendo o suspense “As sombras de outubro”, do dinamarquês Søren Sveistrup: “É um livro que está tomando minha atenção. Estou empolgada e envolvida. É um suspense com uma ótima crítica social também. Vale muito a pena ler”.

Ode ao clássicos mundiais

“Sempre falo que, se a pessoa não sabe como começar a ler ou qual livro escolher, deve ir atrás dos clássicos”, recomenda Antonio Fagundes. Em seguida, sugere “A morte de Ivan Ilitch”, de Tolstói; “Memorial de Maria Moura”, de Rachel de Queiroz, e “Um conto de duas cidades”, de Charles Dickens. Sobre este último, ele ressalta: “Vale lembrar que muitos clássicos eram publicados em jornais uma vez por semana. Era como se fosse uma novela”.

Amor por histórias reais

Novo apresentador de “No limite”, Fernando Fernandes conta que adora os livros do navegador brasileiro Amyr Klink, dono de muitos recordes nos mares. “Eu gosto muito de biografias e de histórias reais. Os livros dele são muito bons. Para qualquer pessoa, é muito válido”, aponta o paratleta, que não deixa de indicar também a sua própria biografia, que escreveu com Pablo Miyazawa e leva o título de “Inquebrável”.

Amante de muitos enredos

Carnavalesco e comentarista, Milton Cunha adora também mergulhar nas páginas de um bom livro. Ao ser solicitado por uma indicação de leitura, ele já pensou logo em três. “Tarja preta”, de Bruno Black, um educador social de Realengo, fala sobre saúde mental por um jovem periférico e favelado. Já “Veja bem”, de Pedro Migão, traz crônicas carnavalescas. Milton também reforça a indicação feita por Mart’nália, para o recém-lançado “Canto de rainhas”, de Leonardo Bruno (veja quadro da cantora abaixo).

Romances e aventuras

Klara Castanho tem uma queda especial por um clássico que já deu origem a filmes e inspirou até novela da Globo. “Eu sou apaixonada por ‘Orgulho e preconceito’, da Jane Austen. É um livro lindo, com romance e drama”, conta a atriz. Ela também é escritora e publicou seu primeiro livro em 2016, chamado “Meu jeito certo de fazer tudo errado”, em parceria com Luiza Trigo, sobre suas aventuras e experiências adolescentes.

Tramas fortes e afetivas

Thalita Rebouças escreve para o público infantojuvenil há 22 anos. A autora avalia que os livros que a tocaram mais foram “Ensaio sobre a cegueira”, de José Saramago, e outro bem afetivo: “Li quando era pequena ‘Marcelo, Marmelo, Martelo’, da Ruth Rocha. É um dos primeiros livros de que tenho lembrança, todo mundo devia ler”. Em breve, ela lança “Confissões de um garoto talentoso, purpurinado e intimamente discriminado”, que encerra sua tetralogia “Confissões”.

Sambista das páginas

Mart’nália não gosta apenas de cantar samba, mas também de ler. “Agora no carnaval, eu não consigo ler nada. Mas estou aqui para ler o ‘Canto de rainhas’, do Leonardo Bruno. Ia puxar o saco do meu pai e falar os livros dele, mas aí é covardia (risos)”, brinca ela. Mas como também amamos Martinho da Vila, lembramos que o cantor escreveu títulos como “Kizombas, andanças e festanças”, “A rainha da bateria” e “Os lusófonos”.

Poesia nos livros e no palco

A atriz Laila Garin está rodando o Brasil como a protagonista do musical “A hora da estrela ou O canto de Macabéa”, inspirado no clássico de Clarice Lispector. Como dica, ela trouxe “O filho de mil homens”, de Valter Hugo Mãe. “As personagens são cheias de contradições, descritas com tanta poesia que acabamos encontrando beleza até na feiura e na maldade. Não há julgamento. Há a vida, o amor e a literatura”, resume ela.

Debates e prêmios na rede

A atriz e cantora Sophia Abrahão é apaixonada por literatura e tem um projeto de clube do livro com os seus fãs. Aliás, há poucos dias, ela lançou no seu Instagram o concurso “Leia comigo”, onde ela convoca os seguidores a fazerem resenhas sobre a leitura do mês, pública os textos e premia as cinco melhores com um vale compras. A última indicação dela foi “Se você me visse agora”, da autora irlandesa Cecelia Ahern.

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