No Dia Mundial da Limpeza, evento promove educação ambiental para crianças na horta do Bairro Peixoto

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RIO — O Dia Mundial da Limpeza é neste sábado e, para marcar a data, a Associação de Moradores do Bairro Peixoto (Oásis) e o coletivo Lixo Zero promovem um evento de educação ambiental para crianças, das 9h às 14h, na horta comunitária da pracinha local, a Edmundo Bittencourt, em Copacabana. A programação inclui tour de observação de aves, teatro de bonecos e oficina de compostagem.

— O trabalho de conscientização ambiental logo na infância é importante porque as crianças absorvem mais as informações que são passadas e que vão servir de base para o aprendizado no resto da vida — destaca Rafael Zarvos, consultor do Lixo Zero e especialista em gestão de resíduos.

O economista Pedro Campelo, morador do bairro, conta, com orgulho, que a filha Maya, de 9 anos, ajudou a fazer a composteira da horta da praça:

— Separamos o lixo orgânico para reciclagem. Ela aprendeu que as sobras do que comemos podem voltar para a natureza como adubo.

A horta comunitária do Bairro Peixoto, na Praça Edmundo Bittencourt, foi criada por um grupo de moradores no início de 2018. Hoje, o local tem plantas aromáticas, ervas medicinais, Pancs e temperos. E o pomar em torno da praça conta com cerca de 20 pés de árvores frutíferas, como limão, laranja, tangerina, pitanga, acerola, manga, jabuticaba, romã, mamão, banana, amora, abacate e fruta-do-conde, além de espécies nativas, como ipê e pau-brasil.

— Quando começamos, o canteiro era completamente morto e devastado. Tiramos o matagal que tinha, adubamos e começamos a plantar leguminosas, para trabalhar a terra. Quando vejo a sementinha que plantei desenvolvida, caminhando com as próprias pernas, fico muito feliz — diz a bióloga Viviane Köppe Jensen, uma das criadoras da horta e moradora do bairro.

O espaço é mantido por um coletivo de 50 pessoas que, aos sábados, se revezam para fazer rega, poda, adubo, manejo da composteira (que recebe cerca de cem quilos de resíduos orgânicos semanalmente), controle de pragas, pintura de caixotes e placas de identificação.

Uma delas é a jornalista Daniela Guedes, que também mora no entorno. Ela conta que, na pandemia, começou a cuidar de plantas em casa e que, ao descobrir a horta, em fevereiro, trabalhar no local virou sua terapia. Ela é uma das idealizadoras do evento de hoje:

— Sabemos da importância da conexão com o verde. Nossa ideia é difundir para outras pessoas o que estamos vivenciando e que está nos fazendo tão bem.

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