Trem do Samba não oficial parte da Central do Brasil no Dia Nacional do Samba

Um grupo de sambistas não deixou o Dia Nacional do Samba, celebrado nesta segunda-feira, passar em branco. Apesar do anúncio na semana passada de que o tradicional Trem do Samba, que sai da Central do Brasil em direção à Oswaldo Cruz, não circularia este ano por falta de recursos, um grupo de passageiros decidiu fazer uma edição "não oficial" da festa. Segundo a supervia, eles embarcaram na Central com instrumentos e permaneceram no local tocando por cerca de meia hora. Depois, embarcaram em um trem de passageiros com destino a Deodoro. A previsão, segundo a concessionária, é que eles desembarquem em Oswaldo Cruz.

A concessionária diz que monitorou o movimento de chegada desses passageiros, e os seguranças da concessionária organizaram o grupo no fim da plataforma de número dois, onde é feito o embarque dos trens paradores para Deodoro, de forma que eles não atrapalhassem o fluxo dos passageiros. O embarque no trem ocorreu às 19h, e as pessoas ocuparam três carros da composição. "Equipes da SuperVia seguem acompanhando apenas para organização".

O grupo, que se organizou por redes soiciais, não solicitou apoio logístico da Supevia, acrescentou a concessionária.

O tradicional Trem do Samba, que sai no dia 2 de dezembro da Central do Brasil em direção à Zona Norte em celebração ao Dia Nacional do Samba, não vai circular este ano por falta de recursos. O cancelamento foi anunciado na semana passada por Marquinhos de Oswaldo Cruz, idealizador do evento. A ocupação dos vagões de trem por sambistas aconteceria pela 24ª vez este ano.

Criado em 1996, o Trem do Samba entrou para o calendário oficial da cidade em 1999. O evento costumava reunir cerca de cem mil pessoas.

Em 2001 teve início o repasse de verba pública para a festa, com apoio do governo do estado na gestão Garotinho. Em 2002, a Prefeitura do Rio passou a injetar dinheiro, com Cesar Maia (2002 a 2008) e Eduardo Paes (2009 a 2016). Desde 2017, com a eleição de Marcelo Crivella, os sambistas não recebem um centavo dos cofres públicos.