No dia que o assassinato de Marielle completa três anos, local do crime recebe homenagens

Ana Branco, Giovanni Mourão e Natália Boere
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Exatos três anos após o assassinato ainda não elucidado de Marielle Franco, o local onde a ex-vereadora foi alvejada, no cruzamento das ruas Joaquim Palhares e João Paulo I, no Centro do Rio, amanheceu coberto de flores e cartazes, colocados por integrantes do PSOL, partido ao qual ela era filiada. Na Câmara de Vereadores, turistas tiravam fotos diante de um cartaz onde lia-se: "Quem mandou matar Marielle?".

- Esta é uma perguna que precisa ser respondida o quanto antes. Estávamos de passagem e nos sensibilizamos com o cartaz. Admiramos a mulher de peito que foi Marielle, tínhamos que registrar - disse a balconista mineria Vitória Pagani, que veio de Juiz de Fora com o colega de trabalho Lucas Martins passar o domingo passeando no Rio.

A ex-vereadora será homenageada com uma placa num poste na Cinelândia, em frente à Câmara de Vereadores. A inauguração está prevista para a manhã deste domingo, com a participação do prefeito Eduardo Paes e da Secretária de Políticas e Promoção da Mulher, Joyce Trindade.

Vereadora eleita em 2016 pelo PSOL, Marielle Franco teve a sua trajetória marcada pela luta contra a desigualdade e pelos direitos das mulheres, do povo preto, da favela, dos LGBTs e minorias. Ela foi morta no Estácio, em 14 de março de 2018, por criminosos armados que, dispararam tiros após emparelharem com o veículo em que a vereadora estava. O motorista Anderson Gomes também foi atingido e morreu na hora. Até hoje, ainda não foram identificados os mandantes do crime.