No Dia do Soldado, comandante do Exército diz que militares devem ser 'inspiradores de paz, liberdade e democracia'

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O comandante do Exército, Paulo Sérgio Nogueira, afirmou nesta quarta-feira que os militares devem ser "inspiradores" de paz, liberdade e democracia. O discurso ocorreu durante cerimônia do Dia do Soldado, que contou com a presença do presidente Jair Bolsonaro e de diversas outras autoridades.

— Sejamos, junto aos irmãos brasileiros, inspiradores de paz, união, liberdade, democracia, justiça, ordem e progresso, que o nosso povo tanto almeja e merece, dedicando-nos, inteiramente, à defesa da soberania nacional e ao bem do nosso amado país — discursou Nogueira.

Em meio a tensões entre Bolsonaro e o Supremo Tribunal Federal (STF), que levaram o presidente a ameaçar agir fora da Constituição, o comandante do Exército também disse que as Forças Armadas devem atuar respeitando a "missão" atribuída pelo texto constitucional.

— Sob a autoridade do presidente da República, comandante supremo das Forças Armadas, e integrado à direção superior do ministro da Defesa, o Exército Brasileiro não para em circunstância alguma e, irmanado com a Marinha do Brasil e a Força Aérea Brasileira, mantém-se sempre pronto a cumprir a sua missão, delegada pelos brasileiros na Carta Magna.

Estavam presentes na cerimônia os presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG). Lira deixou o evento antes do final. De acordo com sua assessoria, ele tinha outro compromisso.

O presidente do STF, Luiz Fux, também foi convidado, mas não pode comparecer porque, segundo sua assessoria, precisava organizar dois julgamentos importante da Corte: sobre o autonomia do Banco Central (BC) e sobre o chamado marco temporal das demarcações de terras indígenas.

Diversas autoridades receberam medalhas entregues pelo Exército, entre elas o procurador-geral da República, Augusto Aras, que teve sua indicação para um novo mandato aprovada na terça-feira no Senado.

Também foi agraciado o senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que tem resistido a marcar a sabatina de André Mendonça, indicado para o STF. Bolsonaro conversou brevemente com os dois após a entrega das medalhas.

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