No discurso de posse, Paes tenta injetar ânimo e pressa para recuperar o Rio

Maiá Menezes
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Não há tempo para adiar decisões e não há clima para festa. Como a praia esvaziada na noite de réveillon em Copabacana, o discurso do prefeito do Rio, Eduardo Paes, ao ser empossado na Câmara dos Vereadores evidenciou isso. As medidas do novo prefeito para reverter a crise na administração começaram a ser tomadas hoje.

Não haverá negacionismo governamental no Rio, disse Paes, que sabe que será cobrado por essa garantia. O prefeito enfatizou a criação de uma comissão de especialistas de fora da prefeitura para ajudar a encontrar soluções. Domingo, anunciará medidas efetivas para tentar debelar a pandemia.

Numa live feita no carro rumo à posse, Paes afirmou que sabe que o Rio não é o mesmo de seus dois outros mandatos, e a crise sanitária fragilizou empreendimentos. Vacina e recuperação econômica serão palavras-chave no primeiro ano da nova administração, daí a preocupação com gastos na saúde e uma medida que deve gerar reação dos servidores: a proposta de aumento de 11% para 14% na alíquota de contribuição para a Previdência municipal. Será um primeiro ponto que exigirá maior negociação com os vereadores para ser aprovado.