No Estado do Rio, 89% dos casos de covid são da variante Delta. Petrópolis confirma três mortes

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A última rodada de análises realizada pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), por meio da Subsecretaria de Vigilância e Atenção Primária à Saúde (SVAPS), revelou que 89,18% das amostras eram da variante Delta e 10,82%, da variante Gamma. Para o levantamento, o programa de vigilância genômica da Covid-19 usou 370 amostras coletadas entre os dias 04 e 16 de agosto.

A pesquisa ainda expôs que a Delta foi identificada em 77 municípios do estado e que, na cidade Rio de Janeiro,96% das amostras sequenciadas correspondiam à variante.

A Prefeitura de Petrópolis informou que identificou mais cinco casos de Delta: uma paciente de 19 anos, moradora do Chácara Flora, a qual teve alta e passa bem; uma mulher de 59 anos, moradora de Corrêas, que ainda está internada em leito clínico, apresentando quadro estável; além de outros três casos de idosos com 90, 78 e 73 anos, todos com comorbidades, que foram a óbito.

Apesar do avanço da vacinação, ainda é muito importante que a população mantenha os cuidados que previnem a infecção pela doença. E, para a imunização completa, é necessário tomar as duas doses dentro do prazo especificado.

“É fundamental que as pessoas continuem usando máscara da forma correta, cobrindo o nariz e a boca, lavem as mãos com água e sabão ou usem álcool em gel quando isso não for possível, e mantenham o distanciamento social. Evitar as aglomerações ainda é muito importante. São atitudes que salvam vidas. É importante que cada um continue fazendo a sua parte", destaca o secretário de Saúde, Aloisio Barbosa da Silva Filho. Ele ainda acrescenta que "é fundamental que as pessoas não deixem de vacinar”.

Delta cresce no Rio

Na rodada anterior da pesquisa, quando foram sequenciadas 334 amostras coletadas entre os dias 24 de junho e 31 de julho, 61,08% eram da variante Delta e 20,66% da variante Gamma.

A partir da detecção da Delta, em junho de 2021, esta linhagem aumentou a sua frequência, se tornando a variante dominante no mês de agosto no Estado do Rio de Janeiro.

Sequenciamento não é rotina

Segundo o Estado do Rio, o sequenciamento do coronavírus não é um exame de rotina, nem de diagnóstico, mas sim feito como vigilância genômica, para identificar modificações sofridas pelo vírus SARS-CoV-2 no estado e embasar políticas sanitárias.

O estudo ocorre por amostragem. Um dos critérios de escolha dos casos a serem estudados são os que têm maior carga viral — ou seja, de pacientes que podem ter maior gravidade clínica.

O projeto Corona-Ômica-RJ é um dos maiores estudos de vigilância genômica do país e, desde janeiro, já avaliou 4.405 amostras. Ele faz parte de uma parceria entre SES, Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), Laboratório de Virologia Molecular da UFRJ, Laboratório Central Noel Nutels, Fiocruz e Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro.

Ainda de acordo com o Estado, independentemente da cepa do vírus ou linhagem, as medidas de prevenção e métodos de diagnóstico e tratamento da Covid-19 seguem os mesmos, com o uso de máscaras e álcool em gel, lavagem das mãos e distanciamento social. Qualquer pessoa com sintomas ou que tenha recebido o diagnóstico da doença deve adotar a quarentena de 14 dias.

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