No fundo do Mar Vermelho, avião de passageiros vira atração entre mergulhadores

Nos arredores do Aeroporto Internacional Rei Hussein, em Aqaba, na Jordânia, o avião que mais chama a atenção não está no ar ou nos pátios. E sim no fundo do Mar Vermelho, onde foi afundado há três anos para se tornar um recife artificial e uma atração capaz de atrair mergulhadores de todo o mundo.

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Por cerca de 20 anos, o Lockheed Martin L1011 Tristar serviu a diversas companhias aéreas da Europa e do Oriente Médio, até ser aposentado no começo dos anos 2000. Em 2019, após anos abandonado no aeroporto jordaniano, o avião foi afundado no Golfo de Aqaba, para promover o turismo subaquático no país, mais conhecido pelas belezas na superfície, como a cidade histórica de Petra e o Rio Jordão.

Após três anos do naufrágio, a natureza já começou a tomar conta da aeronave, que está quase intacta, com asas, motores, poltronas de passageiros, cabine dos pilotos e banheiros. Corais já se instalaram em diversas partes do avião, criando um ambiente favorável para a observação da vida marinha, com muitos peixes, moluscos e crustáceos. Além, claro, da cena inusitada que é ver um avião no fundo do mar.

O avião está a uma profundidade que varia de 15 a 28 metros. A cabine do piloto está na parte mais rasa, enquanto a cauda está na mais funda. Para acessar o local, é preciso ser um mergulhador certificado e muito experiente, e é preciso contratar um serviço com barco e instrutores para acompanhar a aventura.

As imagens do avião, que quando estava em operação podia transportar até 400 passageiros, viralizaram após serem publicadas pelo fotógrafo subaquático Brett Holzer em sua conta no Instagram. Elas mostram os mergulhadores explorando a fuselagem da aeronave e seu interior, inclusive a cabine dos pilotos, hoje ocupada por peixinhos coloridos.

No corredor principal do avião, as poltronas das fileiras do meio foram retiradas para facilitar o acesso dos mergulhadores, que podem entrar pela parte da frente.

"Os mergulhadores podem sair pelas portas da parte de traseira, que estão a uma profundidade de 28 metros, ou pelas portas do meio, que estão a 20 metros", explicou Holzer à CNN Arabic. "Não é inusual encontrar polvos se alimentando dos corais que já cresceram dentro do avião".

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