“Nos Jogos de 2024 não serei mais estreante como fui em Tóquio”, diz Rafael Pereira, vice-campeão no Meeting de Paris

© Elcio Ramalho /RFI

O mineiro Rafael Pereira terminou em segundo lugar nos 110m com barreiras no Meeting de Paris, realizado no sábado (18) na capital francesa. O resultado confirma a boa fase do barreirista e o deixou ainda mais otimista para o próximo Mundial de Atletismo que começa no mês de julho em Oregon, Estados Unidos.

Rafael cravou o tempo de 13s25 na semifinal e repetiu o mesmo tempo na final do Meeting, garantindo a medalha de prata, atrás apenas do americano Allen Davon, um dos maiores corredores da modalidade.

A marca é a melhor de sua carreira e repetida apenas na sua segunda participação na Liga Diamante. “É uma sensação indescritível ser vice-campeão na minha segunda Diamond League. Isso me deixa muito empolgado para avançar no meu objetivo principal da temporada, que é avançar para disputar o Campeonato Mundial. Não só pela marca, mas por estar do lado dos atletas de alto nível”, disse.

Rafael disputou sua primeira Liga Diamante em 6 de junho, em Oslo na Noruega, onde ficou com a medalha de bronze. O mineiro disse ter ficado satisfeito por correr ao lado de Allen Davon, cuja marca de 12s84 é a melhor do ano. O atleta de 25 anos diz que essa concorrência não o intimidou, ao contrário, o fez melhorar seu desempenho e testar suas estratégias. Rafael Pereira diz estar cumprindo à risca seu planejamento para chegar nas melhores condições ao Mundial de Atletismo que começa no dia 15 de julho em Oregon.

Desde 2021, Rafael Pereira se prepara para os dois campeonatos mundiais deste ano. No Mundial indoor, realizado na Sérvia, em março, o brasileiro parou na semifinal nos 60m com barreiras, resultado longe do esperado. Em Oregon, ele tem mais ambições. “Agora eu quero chegar nos três tiros do Mundial entre os três primeiros colocados, nas eliminatórias, na semifinal e na final para garantir uma medalha para o Brasil”, diz, esperançoso.

Em entrevista à RFI após a final do Meeting de Paris, Rafael lembrou ainda de sua experiência nos Jogos de Tóquio, onde terminou como semifinalista. “A primeira vez que eu vi meus principais adversários foi já nos Jogos, no dia de correr. Eu era um mero estreante e mesmo assim, corri dentro de um planejamento. Agora não, já faço parte do circuito mundial, uma bagagem de experiência importante, e eu pretendo evoluir não apenas física, mas também mentalmente para Paris 2024”, disse.

“Eu sou muito minucioso com metas. Óbvio que Paris 2024 está na minha meta. Estar aqui competindo em alto nível em dois anos pré-olimpícos na pista que será dos Jogos para mim é muito importante. Aqui, eu não serei mais um estreante como em Tóquio, mas como mais um deles”, destaca.

Thiago Braz decepciona

Rafael foi o brasileiro melhor colocado no Meeting de Paris. Almir dos Santos Júnior terminou em quinto lugar na prova do salto triplo com a marca de 16,81m, sua média nos últimos tempos. Depois de um período conturbado após da pandemia, o mato-grossense, que tem sua base de treinamentos em Porto Alegre, diz estar feliz pela volta ao circuito mundial.

“Estou voltando para o circuito novamente e a minha intenção é ser regular. Estou feliz, óbvio que não fiquei contente, satisfeito, de forma nenhuma, mas estou feliz de estar constante. É a minha terceira prova em menos de duas semanas. Estou feliz de voltar a competir”, diz o atleta que foi chamado de última hora para competir na Liga Diamante e resolveu participar por estar se sentindo bem. Mas seu objetivo continua sendo de longo prazo.

“O meu objetivo principal é estar de volta no circuito mundial, estar brigando com os melhores e ganhar experiência e principalmente estar me sentindo bem, isso é o mais valioso para mim”. Atualmente 12° no ranking mundial, Almir está praticamente garantido para o Mundial de Oregon, mas pretende ainda conquistar o índice durante as competições do Troféu Brasil.

Apesar de parecer ainda distante, estar nas pistas da cidade que vai sediar os próximos Jogos o faz refletir sobre o futuro. “O meu objetivo é buscar essa regularidade, essa constância para 2024. É para uma temporada ótima em 2023 e estar completamente estabilizado em 2024". Faz parte de sua estratégia procurar novos centros de treinamento para estar mais próximo da temporada europeia e no circuito mundial. "No Brasil a gente acaba ficando isolado e isso é uma coisa que eu não quero”, explicou.

Outro brasileiro que competiu no Meeting de Paris foi Thiago Braz. O medalhista de ouro nas Olimpíadas do Rio e bronze em Tóquio terminou apenas em oitavo lugar no salto com vara com 5m50.

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