'No Limite' já teve episódios de racismo entre participantes; relembre os casos

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O racismo foi novamente assunto entre os fãs do ‘Big Brother Brasil 21’ na última segunda-feira (19), após a filha da sister Pocah, de 5 anos, sofrer ofensas raciais da torcida de Juliette. Pauta recorrente nos reality shows, a discussão sobre o tema é uma realidade desde os primeiros programas do gênero na TV brasileira. Em ‘No Limite’, que estreia sua quinta temporada em 11 de maio, o preconceito racial de alguns participantes também já promoveu revolta nos espectadores.

Na primeira edição do reality de sobrevivência, em 2000, o morador da Rocinha e líder comunitário Paulo César Martins, conhecido como Amendoim, de 42 anos, foi chamado de “crioulo” pelo advogado e surfista Marcus Werner, de 27 anos, morador da Lagoa.

Marcus também batizou duas galinhas pretas que ganhou em uma das provas com os nomes de Amendoim e Hilca, outra competidora negra. Entidades que lutam pelos direitos humanos tentaram convencer Amendoim a processar Marcus pelas ofensas raciais, mas os dois acabaram fazendo as pazes em um encontro com todos os participantes após o fim do programa, no ‘Domingão do Faustão’.

Em 2003, na terceira temporada de ‘No Limite’, o flerte entre dois competidores, um homem negro e uma mulher branca incomodou outra integrante do elenco do programa. Ao comentar o clima de romance entre os cariocas Fábio, modelo de 23 anos, e Tatiana, estudante de 24 anos, a dona de casa Cláudia Lúcia, moradora do Rio de Janeiro de 36 anos, declarou:

"É um ser humano igual ao outro, é uma pessoa igual a mim, que tem coração, tem sentimentos, tem família. O que muda é a cor. Se eu fico imaginando minha filha casando com um negro, fico imaginando meus netos, tudo sararazinho, eu passando henê neles... Mas eu vou amá-los da mesma maneira, como se ela tivesse casado com um louro nórdico, maravilhoso e tivesse filhos louros e maravilhosos. Eu ia amá-los, são meus netos, mas fico pensando... Eu não acho o cabelo do negro bonito e estou sendo sincera".

Os comentários de Cláudia geraram revolta em coletivos negros e um pedido de instauração de inquérito para apurar a conduta da participante chegou a ser protocolado no Núcleo de Cidadania do Ministério Público, no Rio de Janeiro. Deputados também assinaram uma nota de repúdio criticando as condutas racistas da dona de casa.