'No limite': larva de laranja, minhoca e outras comidas exóticas servidas no reality têm valor nutricional; entenda

O último "No limite", nesta terça-feira (15), botou os participantes cara a cara, ou melhor, boca a boca, com o mais temido momento do reality de sobrevivência: a Prova da Comida, na qual são servidas iguaria exóticas. Teve gente que comeu brincando, teve quem quase vomitou e teve quem chorou por ter ficado de fora, caso de Tiemi, da tribo Sol.

Mas algumas das iguarias servidas têm seu valor nutricional. A nutricionista Carla Cotta ressalta, no entanto, que é preciso cuidado na hora de consumir qualquer alimento cru, pois o risco de contaminação por fungo, bactéria ou parasita é maior. No programa, tudo é feito dentro de condições controladas. "Manuseio do alimento, temperatura em que é armazenado, tudo isso deve ser controlado", diz ela. A seguir, conheça a composição de alguns dos alimentos servidos. E, claro, não tente fazer isso em casa.

Larva de laranja

"Basicamente composta por proteínas", diz Carla. Segundo estudos, elas ajudam a regular os microbióticos do intestino dos animais. É muito apreciada pelos peixes, e inclusive pescadores as usam para isca.

Minhocas

Segundo a nutricionista, contém basicamente proteína , fibras e alguns minerais como cálcio e fósforo. Segundo a literatura sobre gastronomia, vem sendo consumida pelo homem há milhares de anos, na forma de farinha, como ingredientes de sopas, em receitas de doces e assados, principalmente na China.

Tripa de galinha

"É é rica em minerais e vitaminas principalmente do complexo B, como a B2", diz Carla. É como se fosse a dobradinha da galinha. Vale novamente a ressalva de que não deve ser consumida crua em casa por conta do risco de contaminação. Em alguns lugares do país é servida em farofas e frita, como petisco.

Cérebro de bode

"Rico em gorduras, proteínas e outros nutrientes, como vitaminas e minerais", conta a nutricionista. Vale a mesma ressalva sobre o consumo sem cozimento. Normalmente é servido como buchada e sarapatel.

Ovo de 100 dias

Iguaria de origem chinesa, é feito ovos de pato, ganso, galinha ou codorna. Para ser curado, ele é coberto com cinzas, sal, argila e cascas de arroz e depois é enterrado por 100 dias. O lugar mais fácil de se conseguir o ovo centenário no Brasil é no Bairro da Liberdade em São Paulo, onde são vendidos em dúzias ou de forma individual.

Língua de bode

Assim como a língua de boi, também é rica em proteínas. Geralmente consumida cozida em pratos como buchada de bode.

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